Congresso Brasileiro de Reumatologia discutirá como identificar precocemente transtornos psiquiátricos em crianças e adolescentes com doenças reumáticas.
Crianças e adolescentes com doenças reumatológicas apresentam maior risco de desenvolver transtornos psiquiátricos, como ansiedade e depressão, tornando o cuidado com a saúde mental parte essencial do tratamento. É o que apontam estudos científicos mundiais e que serão foco da reumatologia pediátrica no 43º Congresso Brasileiro de Reumatologia, promovido pela Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR) e pela Sociedade Paranaense de Reumatologia (SPR), entre os dias 2 e 5 de setembro, em Curitiba, no Paraná.
A proposta é oferecer aos reumatologistas pediátricos ferramentas para incorporar a avaliação da saúde mental à prática clínica, favorecendo um cuidado mais integral e humanizado. Também serão discutidos os fatores de risco e de prognóstico dos transtornos psiquiátricos mais frequentes, além de estratégias de prevenção, educação em saúde, intervenções multidisciplinares e opções de tratamento.
Na conferência “O que o Reumatologista Pediátrico precisa conhecer sobre os transtornos psiquiátricos?”, o reumatologista Dr. Clovis Artur Almeida da Silva, coordenador da Comissão de Reumatologia Pediátrica da SBR, apresentará os principais instrumentos de triagem em saúde mental que permitem identificar precocemente sinais de sofrimento psíquico em crianças e adolescentes com doenças reumatológicas.
Segundo o especialista, estudos científicos demonstram que o impacto emocional dessas doenças pode ser expressivo, com até 59% das crianças e adolescentes com doenças reumatológicas apresentando sintomas depressivos e sintomas de ansiedade em até 64% dos pacientes.
“Além dos sintomas físicos, muitos pacientes enfrentam restrições para participar de atividades esportivas e de lazer, dificuldades de socialização, alterações na imagem corporal provocadas pela própria doença ou pelos tratamentos e impactos na autoestima”, afirma o médico. “Esses fatores podem comprometer a qualidade de vida relacionada ao desempenho escolar e a adesão ao tratamento”, ressalta.
Outro aspecto apontado pelo reumatologista é a resiliência, entendida como a capacidade dos pacientes de enfrentar situações adversas e adaptar-se a elas de forma saudável. Estudos mostram que crianças e adolescentes com artrite idiopática juvenil e lúpus eritematoso sistêmico juvenil, por exemplo, podem apresentar níveis de resiliência significativamente menores quando comparados à população geral. Como consequência, podem encontrar dificuldades para lidar com os desafios impostos pela doença, tornando-se mais vulneráveis ao sofrimento emocional.
Segundo o especialista, fortalecer essa capacidade de enfrentamento, por meio do apoio familiar, escolar e multiprofissional, pode contribuir para melhores desfechos psicológicos e favorecer a adaptação ao tratamento de longo prazo. “Reconhecer precocemente alterações emocionais é tão importante quanto controlar a atividade da doença reumatológica. O tratamento dessas condições exige uma abordagem que considere não apenas os sintomas físicos, mas também o impacto psicológico e social da doença sobre o paciente e sua família”, completa o reumatologista.
O Congresso Brasileiro de Reumatologia é o principal evento científico da especialidade no país e reúne médicos, pesquisadores e profissionais da saúde para discutir inovação, diagnóstico, tratamento, políticas públicas e novas perspectivas no cuidado das doenças reumáticas.
Doenças reumáticas no Brasil
Estima-se que as doenças reumáticas já afetam mais de 15 milhões de brasileiros. Em geral, provocam muitas dores nos pacientes e representam uma das maiores causas de afastamento do trabalho e de aposentadorias por invalidez. Entre as principais doenças reumáticas estão Artrite Reumatoide, Osteoartrite/Artrose, Espondiloartrites, Artrite Psoriásica, Lombalgia, Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES), Fibromialgia, Osteoporose, Gota, Febre Reumática, Vasculites, Doença de Sjögren, Doença de Behçet e Esclerose Sistêmica (ES). Muitas dessas condições estão entre as maiores causas de dor crônica, incapacidade funcional, afastamento do trabalho e perda de qualidade de vida.
Sobre a Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR)
A Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR) é uma associação civil científica de direito privado, sem fins lucrativos, fundada em 15 de julho de 1949, na cidade do Rio de Janeiro, pelos médicos Herrera Ramos, Waldemar Bianchi, Pedro Nava, Israel Bonomo, Décio Olinto e outros, tendo mantido desde então sua tradição científica, acompanhando e promovendo o desenvolvimento da especialidade no Brasil e com um importante papel também internacional, especialmente entre os países da América Latina. Filiada à Associação Médica Brasileira, conta em torno de 2 mil associados, congrega 26 sociedades regionais estaduais, assessorias e comissões científicas e representações em associações nacionais e internacionais e junto ao Ministério da Saúde.
Serviço
43º Congresso Brasileiro de Reumatologia
Data: 2 a 5 de setembro de 2026
Local: Via Soft (Universidade Positivo)
Rua Prof. Pedro Viriato Parigot de Souza, 5300 / Cidade Industrial de Curitiba – Curitiba (PR)
Confira a programação completa no site: https://sbr2026.com.br/ .
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Mais informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação | Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR)
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