Qualquer segmento da coluna vertebral pode ser acometido, mas a região lombar é a mais frequente e a dor nas costas é um dos principais sintomas, afeta mais homens no início da idade adulta. A SBR destaca que está ocorrendo uma queda no período de espera no diagnóstico. Diagnóstico da doença demorava 20 anos e, hoje, já é possível diagnosticar os pacientes de forma mais precoce, idealmente até 2 anos após o início dos sintomas. Isso se deve ao melhor entendimento da doença pelos médicos e profissionais de saúde, avanço no diagnóstico por imagem, e a procura de tratamento especializado mais rápida pelo paciente.
No mês de conscientização sobre a Espondiloartrite Axial, a Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR) alerta para o diagnóstico precoce dessa doença, que pertence ao grupo de doenças chamadas de Espondilartrites (EpA). É uma doença inflamatória crônica, que afeta principalmente a coluna vertebral, causando dor e rigidez. É mais frequente entre os homens com manifestações iniciais geralmente entre os 20 e 30 anos de idade.
Um dos principais sintomas da Espondiloartrite Axial é a dor lombar (dor nas costas e na região dos glúteos) pela manhã, ao acordar e acompanhada de rigidez. Diferente das dores musculares e vertebrais por traumas e desgaste, que pioram com exercícios, essa dor melhora com a atividade física.
A doença pertence a um grupo de doenças chamado de Espondiloartrites (EpA), que apresentam características comuns, como comprometimento inflamatório da coluna vertebral. Afeta principalmente o esqueleto axial (coluna vertebral e articulação sacroíliaca). Qualquer segmento da coluna vertebral pode ser acometido, mas a região lombar é a mais frequente.
Além da inflamação da coluna vertebral, as EpAs podem vir acompanhadas de artrites (inflamações articulares), dactilite (inflamação de dedos), doença inflamatória intestinal (Doença de Crohn e Retocolite Ulcerativa), inflamação ocular (uveíte) e doença de pele (psoríase).
A Espondiloartrite Axial (EpA) afeta mais homens, mas a identificação de mulheres com a doença tem aumentado nos últimos anos. Normalmente, os pacientes desenvolvem os primeiros sinais da doença no início da idade adulta.
O diagnóstico rápido evita complicações
A grande importância que se deve ter em relação à Espondiloartrite Axial é para que seu diagnóstico seja feito o mais cedo possível, porque desta maneira podemos evitar as sequelas que podem vir com meses e anos de tratamento não adequado.
O diagnóstico é feito pela história clínica do paciente, sinais e sintomas e por exames de imagens. Muitas vezes, estes sintomas não são muito exuberantes e podem passar despercebidos pelo médico não especialista.
A Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR) destaca que está ocorrendo uma queda no período de espera no diagnóstico da doença. “Se nos anos 80, o diagnóstico demorava até 20 anos, hoje, já falamos em até dois anos para que o paciente tenha o diagnóstico definido. Isso se deve ao melhor entendimento da doença pelos próprios médicos e profissionais de saúde e a procura de tratamento especializado mais rápida”, afirma a reumatologista Carla Gonçalves Schahin Saad, coordenadora da comissão de Espondiloartrites da SBR.
De acordo com a especialista, detectar precocemente a Espondiloartrite Axial ajuda a evitar as sequelas que podem vir depois de meses e anos de tratamento não adequado. “Sem a assistência adequada, a evolução da doença leva perda de mobilidade da coluna vertebral, levando o paciente a ter dificuldade de deitar-se, entrar em um carro, assim como compromete sua qualidade de vida”, ressalta.
A etiologia da Espondiloartrite Axial ainda não é totalmente conhecida. Hoje, acredita-se que ela seja uma associação entre fatores genéticos, imunológicos e ambientais.
Como é feito o tratamento
O tratamento da Espondiloartrite Axial deve ser realizado de forma individualizada, de acordo com os sintomas da doença e as características do paciente, como a presença de comorbidades (doenças associadas) e fatores psicossociais. O objetivo é melhorar dor, rigidez, fadiga, mobilidade e flexibilidade, além de prevenir dano estrutural à coluna vertebral e preservar usa função. Para isso, é prescrita uma associação de remédios e atividades físicas.
A Espondiloartrite Axial é uma doença crônica e incurável, então é fundamental educar o paciente para entender a doença e ter adesão ao tratamento medicamentoso, fisioterapia constante e atividade física diária.
A Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR) disponibiliza gratuitamente uma cartilha com foco no esclarecimento e orientação sobre Espondiloartrites. O material para download está disponível no site: www.reumatologia.org.br
Mais informações:
Assessoria de Imprensa | Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR)
Jô Ribeiro | jo.ribeiro@finestracomunicacao.com.br | (11) 97625-2858




