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	<title>Arquivos Osteoartrite - Sociedade Brasileira de Reumatologia</title>
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	<description>A SBR promove a excelência da reumatologia com o incentivo do ensino, pesquisa e assistência, em favor da saúde e do bem-estar do paciente reumático</description>
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	<title>Arquivos Osteoartrite - Sociedade Brasileira de Reumatologia</title>
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		<title>Entendendo a Osteoartrite no Cenário Ocupacional</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Sociedade Brasileira de Reumatologia]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 31 Jan 2016 02:13:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Orientações ao paciente]]></category>
		<category><![CDATA[Orientações ao Paciente]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Autoria: Comissão de Reumatologia Ocupacional 09/08/2011 “Osteoartrose” é uma doença sempre presente nas dúvidas do leigo e em inúmeras perícias médicas e processos judiciais. Certos materiais pouco informativos apresentam essa doença como nociva, ruim e perigosa, deixando uma imagem de algo assustador e inevitável, o que não é verdade. A menção de “osteoartrose” nos processos&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div>Autoria: Comissão de Reumatologia Ocupacional<br />
09/08/2011</div>
<p>“Osteoartrose” é uma doença sempre presente nas dúvidas do leigo e em inúmeras perícias médicas e processos judiciais. Certos materiais pouco informativos apresentam essa doença como nociva, ruim e perigosa, deixando uma imagem de algo assustador e inevitável, o que não é verdade. A menção de “osteoartrose” nos processos judiciais confunde leigos e não especialistas e, se mal compreendida, pode levar a entendimentos equivocados. Pouco ou nada se lê na mídia leiga sobre o tratamento dessa doença e como amenizar suas conseqüências. Esclarecer esses fatos é um dos objetivos deste artigo.</p>
<p>Primeiramente, o termo “osteoartrose”, apesar de popular, está atualmente em desuso. O termo correto, que será usado neste artigo, é osteoartrite (OA).</p>
<p>A forma mais comum de artrite é a osteoartrite (OA). Não se trata meramente de um “desgaste nas juntas”, mas de um complexo conjunto de modificações bioquímicas, mecânicas e funcionais, que podem ou não resultar em sintomas.</p>
<p>Ter uma radiografia mostrando OA não é garantia que a dor seja proveniente desta doença. Em outras palavras, um Raio-X que revela OA não demonstra se a dor vem daquela articulação radiografada ou não.</p>
<p>A dor em uma articulação pode ter muitas origens, com ou sem OA. Cerca de metade dos adultos com dor no joelho tem OA no Raio-X e, mesmo quando a OA está presente, ela pode não ser a principal causa da dor. O leigo se confunde com isso, mas, de posse desta informação, é possível compreender que o Raio-X não é o “fim da linha”. Um especialista deve ser procurado para esclarecer a origem da dor e seu tratamento.</p>
<p>Uma de muitas razões que fundamenta a importância do médico perito de estudar as doenças musculoesqueléticas é de ter o discernimento técnico capaz de identificar a origem da dor do periciando; saber se ela é proveniente ou não da OA; identificar qual a doença subjacente que realmente é a causa da dor ou da incapacidade do indivíduo. A Reumatologia é uma das especialidades que se aprofunda nesses conhecimentos.</p>
<p>O sedentarismo pode levar à rigidez e falta de lubrificação e de flexibilidade do joelho, causando dores similares às da OA. A fibromialgia, a ansiedade crônica, a depressão e outras doenças também podem levar a dores musculoesqueléticas que imitam aquelas da OA. Muitos diagnósticos como esses devem ser considerados ou excluídos, antes de se concluir a respeito da origem da dor, mesmo diante de um Raio-X mostrando OA.</p>
<p>Além de o sedentarismo ser causa de dores que imitam aquelas da OA, ele também piora outras dores que se assemelham às da OA, causadas por outras doenças como as já mencionadas. Entender e tratar a OA, portanto, exige compreender os malefícios do sedentarismo e como tratá-los.</p>
<p>O sedentarismo (ou inatividade física) está intimamente ligado à OA, na medida em que ele pode ser causa e conseqüência desse. Um indivíduo com OA não tratada pode se tornar mais sedentário. Por sua vez, o sedentarismo está associado com piora da fraqueza do quadríceps, que se torna um fator de risco para o agravamento da OA. Um alimenta o outro.</p>
<p>O sedentarismo também contribui ou está associado ao diabetes mellitus, obesidade, insuficiência cardíaca congestiva, infarto do miocárdio, derrame cerebral, osteoporose, ansiedade, à depressão, piora de dores crônicas e da fibromialgia, entre outros problemas.</p>
<p>A atividade física leve a moderada, tal como a caminhada, possui propriedades preventivas e terapêuticas capazes de combater o sedentarismo e todas aquelas doenças e sintomas a ele relacionados, incluindo aqueles provenientes da OA. Mesmo quando excluídas outras causas de dor e restando somente a OA como causa inquestionável dessa, a atividade física ainda é benéfica e tem propriedades terapêuticas capazes de melhorar o indivíduo e restabelecer ou ampliar várias de suas capacidades.</p>
<p>Atividades físicas, como a caminhada, podem ainda melhorar o equilíbrio, principalmente de idosos, melhorando sua independência e socialização. Podem ainda reduzir o consumo e o gasto com medicamentos. A redução de medicamentos para hipertensão arterial e diabetes chega a 34%, podendo haver redução ainda maior no uso de antiinflamatórios e analgésicos usados para dores crônicas. A redução do uso de antiinflamatórios para OA ou qualquer outra fonte de dor é fundamental para a redução do risco de gastrite, esofagite, duodenite, insuficiência renal, hepatite e outros efeitos colaterais desses medicamentos.</p>
<p>Programas supervisionados de fortalecimento muscular ou de exercícios aeróbicos como a caminhada são capazes de reduzir a dor e aumentar a mobilidade de pacientes com OA.</p>
<p>Conforme informações da GLOBALPA (Global Advocacy for Physical Activity), a atividade física já é reconhecida como um determinante da saúde mental, social, ambiental e financeira.</p>
<p>Mental: porque a caminhada melhora as funções cognitivas, deixando o indivíduo mentalmente mais ativo.</p>
<p>Social: porque a caminhada pode fazer amigos; pode permitir a um idoso ir a um supermercado, à igreja, visitar seus parentes e conhecidos.</p>
<p>Ambiental: porque indo à pé, e não de carro, há economia de gasolina, menos poluição, menos gastos, menos “efeito estufa”.</p>
<p>Financeira: porque diminui a necessidade do uso de medicamentos para combater a dor e para controlar o açúcar no sangue e a pressão arterial.</p>
<p>A crença de que a caminhada e os exercícios físicos são proibidos para pacientes portadores de OA é um falso mito. Há evidências científicas de que a caminhada e exercícios leves a moderados não pioram o processo patológico da OA, não pioram a dor nem a progressão da doença. Pelo contrário, a atividade física é efetiva em reduzir a dor provocada pela OA e por várias outras doenças, tais como a fibromialgia, bem como melhorar a função articular e muscular, reabilitando o indivíduo. Até mesmo indivíduos com artrite reumatóide podem se beneficiar com esse tipo de tratamento.</p>
<p>A OA não é uma contra-indicação ao exercício físico. Algumas contra-indicações ao exercício físico são doenças como infarto do miocárdio agudo, insuficiência cardíaca aguda, angina instável, arritmias incontroláveis ou perigosas, entre algumas outras.</p>
<p>O exercício físico pode ser prescrito pelo médico como qualquer outro medicamento. O início deve ser lento e gradual. Um idoso com OA, por exemplo, pode levar entre 2 a 3 meses para se adaptar. O objetivo é adquirir um condicionamento aeróbio no organismo, o qual vai levar à adaptação e todas as melhorias acima listadas. O condicionamento pode ser obtido ajustando-se a intensidade, o volume e a freqüência do exercício, de acordo com o indivíduo. Em geral, os pacientes podem começar com uma caminhada lenta e de curta duração. O aumento da velocidade, do tempo e da freqüência da caminhada deve ser gradual. A mudança desses parâmetros em pacientes portadores de outras doenças em geral é feito por meio de cálculos baseados na freqüência cardíaca ou em outras avaliações simples. A maioria das pesquisas nessa área não recomenda como obrigatórios testes mais caros, tais como o teste de esforço (teste da esteira) ou outros, exceto se sob recomendação explícita do médico. A maioria dos benefícios pode ser obtida com 3 a 5 dias por semana. Pacientes com dores crônicas eventualmente podem se beneficiar com uma freqüência maior.</p>
<p>Sinais que podem alertar que uma determinada quantidade de atividade física é excessiva e, consequentemente, reduzida são: dor articular durante a atividade, dor que dura mais de 2 horas após o exercício ou inflamação articular (inchaço).</p>
<p>Além da caminhada e exercícios aeróbios, diferentes modalidades de atividade física podem ser prescritas pelo médico para fins de tratamento da OA ou de sintomas provenientes de outras doenças. Exercícios de fortalecimento também são benéficos, desde que precedidos por períodos de aquecimento e combinados com alongamentos adequados. O aquecimento correto pode evitar lesões. Alguns alongamentos têm muita importância, principalmente em indivíduos muito sedentários, melhorando sua mobilidade e a extensão de movimentos. Calor e frio podem ser adjuvantes nessas terapias. Algumas dores crônicas se beneficiam com calor local. Inflamações e traumas agudos se beneficiam com a aplicação de gelo. Nunca aplique calor em uma junta inflamada, exceto se sob orientação do médico. Nunca aplique gelo em áreas de pele sem sensibilidade ou com a circulação comprometida.</p>
<p>Alguns pacientes com OA muito avançada ou com incapacidade de iniciar programas leves de caminhada podem se beneficiar com exercícios isométricos ou outros orientados por médico, fisioterapeuta ou profissional habilitado. Em casos mais avançados, a prescrição correta de uma bengala ou andador pode ser feita.</p>
<p>O tratamento da OA, além da atividade física, deve incluir orientações de proteção articular, que podem ser obtidas com o seu Reumatologista, bem como redução da obesidade. A perda de peso nos pacientes com sobrepeso ou obesos é capaz de reduzir a dor associada à OA e a progressão desta doença.</p>
<p>Seja você mais um adepto da atividade física e um divulgador de seus benefícios para familiares, amigos e sua comunidade!</p>
<p>Última atualização (09/08/2011)</p>
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		<item>
		<title>Cirurgia para osteoartrite pode melhorar vida sexual</title>
		<link>https://www.reumatologia.org.br/orientacoes-ao-paciente/cirurgia-para-osteoartrite-pode-melhorar-vida-sexual/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sociedade Brasileira de Reumatologia]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 02 Apr 2013 15:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Orientações ao paciente]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Quem sofre de osteoartrite, doença que afeta as articulações, tem dificuldade para movimentar-se no cotidiano e isso inclui atender à função sexual. E justamente sobre esse tema, uma reportagem do jornal O Globo comenta que a artroplastia, cirurgia de substituição de quadril ou joelho, pode melhorar a vida do indivíduo nesse aspecto. A reportagem indica&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Quem sofre de osteoartrite, doença que afeta as articulações, tem dificuldade para movimentar-se no cotidiano e isso inclui atender à função sexual. E justamente sobre esse tema, uma reportagem do jornal O Globo comenta que a artroplastia, cirurgia de substituição de quadril ou joelho, pode melhorar a vida do indivíduo nesse aspecto.</p>
<p>A reportagem indica a realização de um estudo nos EUA, que envolveu 147 pacientes com menos de 70 anos, todos com dignóstico primário para uma das duas cirurgias. Esses pacientes receberam um questionário para responder antes da cirurgia, após seis meses e depois de um ano da operação.</p>
<p>Cerca de 60% dos indivíduos responderam a essas pesquisas. Entre os resultados, 67% relatou problemas físicos com atividade sexual antes da cirurgia; 67% reclamou de dor; 36% de rigidez,;49% de libido reduzida; e 14% de incapacidade para atingir a posição adequada. Após a cirurgia, 42% dos pacientes relataram melhora na libido; 41%, duração sexual aumentou; e 41%, aumento da frequência sexual.</p>
<p>Comentando o tema, o médico reumatologista Ricardo Fuller, membro da Comissão de Osteoartrite da SBR,  explica que existem outros estudos que apontam para a influência das doenças articulares na função sexual, assim como evidências de que o tratamento do quadro articular tem um impacto positivo nessa esfera. Segundo Fuller, a osteoartrite pode afetar a vida sexual por diversos mecanismos: pela dor durante a relação; pelos aspectos psicológicos da doença crônica que geram insegurança e redução na libido; e pela questão física propriamente.</p>
<p>“Nesse aspecto, a osteoartrite dos membros inferiores pode dificultar o flexão dos joelhos, a abertura dos quadris e os movimentos pélvicos e dos membros inferiores devido à dor e redução da força”, explica, ressaltando que na maioria dos casos de osteoartrite, está indicado o tratamento clínico e não o cirúrgico. “Se bem orientado, esse tratamento pode  propiciar uma grande melhora nas atividades do dia a dia e na vida sexual.”</p>
<p>A indicação da cirurgia, diz Fuller, se dá quando houver falha dos  tratamentos medicamentosos e físicos e o paciente esteja sofrendo de dor intensa e/ou constante  e limitação nos movimentos. “Para completar a indicação, é necessário também que exista a firme disposição pessoal do paciente para a cirurgia, levando-se em conta todos os aspectos da sua vida pessoal que estejam comprometidos, inclusive na esfera sexual”, diz o reumatologista, enfatizando que o paciente precisa estar bastante motivado a colaborar plenamente no pós-operatório na realização de fisioterapia intensiva. “Dessa forma, os resultados serão otimizados.”</p>
<p><strong>A artroplastia</strong></p>
<p>Fuller explica que existem vários tipos de cirurgia para uma articulação com osteoartrite. A artroplastia é a denominação dada à cirurgia para a troca da articulação por uma artificial, composta mais comumente por elementos metálicos e cerâmicos.  “Na verdade, o que é  substituído são os tecidos mais intensamente afetados pela osteoartrite: a região do osso que faz parte da articulação e a cartilagem degenerada que está sobre ele.”</p>
<p>Portanto, diz Fuller, permanecem os demais tecidos da articulação como ligamentos, cápsula, tendões e músculos. “Assim, sabe-se que mesmo pessoas que vão se submeter à cirurgia devem manter um tratamento contínuo de exercícios e fisioterapia antes para que estejam em condições mais favoráveis e sua recuperação seja mais rápida.” Segundo Fuller, há entretanto situações em que a cirurgia é contraindicada ou pelo menos indicada com muito mais cautela, pesando-se riscos e benefícios: “É o caso da presença de doenças associadas, tais como a diabetes e a hipertensão arterial, entre outras”, cita, ressaltando, porém, que é importante frisar que a idade mais avançada por si não contraindica o procedimento.</p>
<p>Cumpridos esses preceitos, diz Fuller, o resultado das artroplastias é via de regra satisfatório. Ela é realizada mais frequentemente nos joelhos e quadris, melhorando a dor e a amplitude dos movimentos. “Após um período que em média varia de um a três meses, o indivíduo adquire uma condição física bem melhor do que antes da cirurgia. Assim, existe uma evidente vantagem para a prática do ato sexual”, salienta. No caso da artroplastia do quadril,  Fuller salienta que se recomenda evitar graus maiores de abertura das coxas. E ressalta que essas e outras orientações são dadas pelo médico e fisioterapeuta, caso a caso. “Não deve haver receio de que a cirurgia possa provocar limitações que atrapalhem  a atividade sexua. Uma vez que  os aspectos físicos e a dor melhorem, obviamente, existe uma evidente vantagem no âmbito emocional, o que repercute positivamente na libido”, salienta Fuller.</p>
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		<title>Substituição de articulações para quem tem osteoatrite</title>
		<link>https://www.reumatologia.org.br/orientacoes-ao-paciente/substituicao-de-articulacoes-para-quem-tem-osteoatrite/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sociedade Brasileira de Reumatologia]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Oct 2012 15:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Orientações ao paciente]]></category>
		<category><![CDATA[articulação]]></category>
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		<category><![CDATA[Osteoartrite]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Osteoartrite (ou osteoartrose) foi o tema de reportagem publicada pelo jornal Gazeta do Povo, do Paraná, cujo foco principal foi a realização de cirurgias para substituir articulações. Diz o texto que tem sido alto o número dessas intervenções e há algumas opiniões profissionais de que a baixa qualidade de vida dos pacientes (que acabam tendo&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Osteoartrite (ou osteoartrose) foi o tema de reportagem publicada pelo jornal <strong>Gazeta do Povo</strong>, do Paraná, cujo foco principal foi a realização de cirurgias para substituir articulações. Diz o texto que tem sido alto o número dessas intervenções e há algumas opiniões profissionais de que a baixa qualidade de vida dos pacientes (que acabam tendo dificuldade para tarefas cotidianas, como amarrar os sapatos) é que os leva a optar com muita frequência por esse procedimento.</p>
<p>Antes de enfocar esse tema especificamente, é importante falar em mais detalhes sobre essa doença. Segundo um dos membros da Comissão de Osteoartrite da SBR, o reumatologista Francisco Airton Castro da Rocha, a osteoartrite acomete as juntas, particularmente em pessoas acima de 60 anos de idade e é o nome técnico da antigamente chamada osteoartrose. “A mudança de nome, embora sutil, é para refletir que é uma doença com aspecto inflamatório e não puro resultado de desgaste ou degeneração”, explica Rocha, ressaltando que não há causas definidas, mas fatores de risco, como sobrepeso, atividades de sobrecarga das juntas e traumas prévios.</p>
<p>Rocha explica ainda que, como quase todas as doenças que os seres humanos têm (ex. hipertensão, diabetes, asma, cabelo branco, calvície, miopia), a osteoartrite não tem cura. Mas tem tratamento. Falando agora especificamente sobre a cirurgia de substituição de articulações, Rocha explica que o nome técnico é artroplastia. E trata-se de uma cirurgia para colocar uma prótese, substituindo uma articulação que já não cumpre sua função e causa grande sofrimento.</p>
<p>A duração dessas articulações artificiais, segundo o reumatologista, não está definida para as novas próteses, que melhoraram bastante, mas, em média, é de no mínimo dez anos. “Tenho pacientes com mais de 15 anos que puseram e estão sem problemas”, informa Rocha. Sobre o que levanta a reportagem do <strong>Gazeta do Povo</strong>, sobre o alto número de ocorrência desse procedimento, Rocha diz que, quando necessário, deve mesmo ser indicado, pois pode melhorar muito a qualidade de vida do paciente.</p>
<p>“O aumento do número de procedimentos é por várias razões: mais segurança na cirurgia, maior longevidade, melhor controle pós-operatório, maior necessidade de autonomia pelos pacientes, mais treinamento e mais instituições à disposição”, explica.</p>
<p>Rocha cita David Felson , pesquisador de Boston e um dos citados na reportagem: “É um cientista sério e concordo com ele quando diz que a prótese de quadril geralmente dá mais alívio e mais funcionalidade ao paciente”, diz, lamentando não haver ainda estudos bem conduzidos sobre esses resultados no Brasil. Rocha salienta que, quando tem sucesso, a cirurgia resulta em zero dor, com o paciente se movimentando normalmente. E isso ocorre em várias situações. “Eu sou insuspeito para falar, posto que não sou cirurgião e o que posso dizer é que indico com muita cautela, pois há riscos no procedimento per se, além da possibilidade de insucesso”, ressalta.</p>
<p>Jornalista Responsável: Maria Teresa Marques</p>
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