<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Arquivos fibromialgia - Sociedade Brasileira de Reumatologia</title>
	<atom:link href="https://www.reumatologia.org.br/assuntos/fibromialgia/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://www.reumatologia.org.br/assuntos/fibromialgia/</link>
	<description>A SBR promove a excelência da reumatologia com o incentivo do ensino, pesquisa e assistência, em favor da saúde e do bem-estar do paciente reumático</description>
	<lastBuildDate>Tue, 19 Sep 2023 17:17:49 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=6.8.5</generator>

<image>
	<url>https://www.reumatologia.org.br/site/wp-content/uploads/2017/10/favicon-152x152-150x150.png</url>
	<title>Arquivos fibromialgia - Sociedade Brasileira de Reumatologia</title>
	<link>https://www.reumatologia.org.br/assuntos/fibromialgia/</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
	<item>
		<title>SBR emite resposta ao projeto de lei que equipara pessoas com Fibromialgia à deficiência</title>
		<link>https://www.reumatologia.org.br/noticias/sbr-emite-resposta-ao-projeto-de-lei-que-equipara-pessoas-com-fibromialgia-a-deficiencia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sociedade Brasileira de Reumatologia]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 19 Sep 2023 17:16:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias gerais]]></category>
		<category><![CDATA[deficiencia]]></category>
		<category><![CDATA[fibromialgia]]></category>
		<category><![CDATA[posicionamento]]></category>
		<category><![CDATA[projeto de lei]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.reumatologia.org.br/?p=22173</guid>

					<description><![CDATA[<p>Em resposta ao Projeto de Lei no 296/2023, de autoria do deputado Sr. Luiz Fernando Mainardi, que equipara as pessoas com fibromialgia à deficiência (SEI 11167-01.00/23-6), a Sociedade Brasileira de Reumatologia faz sua consideração por meio de posicionamento: Trata-se de uma síndrome comum na prática clínica, atingindo 2,5% a 5% da população, com sintomas físicos&#8230;</p>
<p>O post <a href="https://www.reumatologia.org.br/noticias/sbr-emite-resposta-ao-projeto-de-lei-que-equipara-pessoas-com-fibromialgia-a-deficiencia/">SBR emite resposta ao projeto de lei que equipara pessoas com Fibromialgia à deficiência</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.reumatologia.org.br">Sociedade Brasileira de Reumatologia</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Em resposta ao Projeto de Lei no 296/2023, de autoria do deputado Sr. Luiz Fernando Mainardi, que equipara as pessoas com fibromialgia à deficiência (SEI 11167-01.00/23-6), a Sociedade Brasileira de Reumatologia faz sua consideração por meio de posicionamento:</p>
<p>Trata-se de uma síndrome comum na prática clínica, atingindo 2,5% a 5% da população, com sintomas físicos e muitas vezes psíquicos, os quais podem causar impacto negativo na qualidade de vida dos pacientes.</p>
<p>Cabe ressaltar que a intensidade de sintomas é extremamente variável, de pessoa para pessoa, ocorrendo desde quadros leves e bem controlados com medidas não farmacológicas (como, por exemplo, exercícios físicas e psicoterapia) até quadros mais intensos, com repercussões negativas nas atividades de vida diária. Ademais, não existe exame comprobatório, e seu diagnóstico é essencialmente clínico.</p>
<p>Confira o documento na íntegra <a href="https://www.reumatologia.org.br/downloads/pdf/Fibromialgia%20-%20Projeto%20de%20Lei%20n.%20296_2023pdf.pdf">aqui</a>.</p>
<p>O post <a href="https://www.reumatologia.org.br/noticias/sbr-emite-resposta-ao-projeto-de-lei-que-equipara-pessoas-com-fibromialgia-a-deficiencia/">SBR emite resposta ao projeto de lei que equipara pessoas com Fibromialgia à deficiência</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.reumatologia.org.br">Sociedade Brasileira de Reumatologia</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Fevereiro Roxo &#8211; Médico da SBR destaca relevância do diagnóstico precoce da fibromialgia</title>
		<link>https://www.reumatologia.org.br/sbrnamidia/fevereiro-roxo-medico-da-sbr-destaca-relevancia-do-diagnostico-precoce-da-fibromialgia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sociedade Brasileira de Reumatologia]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 23 Feb 2023 21:04:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Orientações ao paciente]]></category>
		<category><![CDATA[SBR na Mídia]]></category>
		<category><![CDATA[fevereiro roxo]]></category>
		<category><![CDATA[fibromialgia]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.reumatologia.org.br/?p=20855</guid>

					<description><![CDATA[<p>Visando alertar a população, a campanha Fevereiro Roxo tem o objetivo de conscientizar sobre as doenças Lúpus, Fibromialgia e Alzheimer. Dr. Marco Antônio Rocha Loures, presidente da SBR, esclarece sobre Fibromialgia, em entrevista à Rádio TCE  &#124; Tribunal de Contas do Estado do RS. Ouça o boletim em Médico destaca relevância do diagnóstico precoce da fibromialgia (tcers.tc.br)</p>
<p>O post <a href="https://www.reumatologia.org.br/sbrnamidia/fevereiro-roxo-medico-da-sbr-destaca-relevancia-do-diagnostico-precoce-da-fibromialgia/">Fevereiro Roxo &#8211; Médico da SBR destaca relevância do diagnóstico precoce da fibromialgia</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.reumatologia.org.br">Sociedade Brasileira de Reumatologia</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Visando alertar a população, a campanha Fevereiro Roxo tem o objetivo de conscientizar sobre as doenças Lúpus, Fibromialgia e Alzheimer. Dr. Marco Antônio Rocha Loures, presidente da SBR, esclarece sobre Fibromialgia, em entrevista à Rádio TCE  | Tribunal de Contas do Estado do RS. Ouça o boletim em <a href="https://tcers.tc.br/radio-tce/?id=280734" target="_blank" rel="noopener" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://tcers.tc.br/radio-tce/?id%3D280734&amp;source=gmail&amp;ust=1677272276495000&amp;usg=AOvVaw3qgSklT_xYTT0nOwyJSLei">Médico destaca relevância do diagnóstico precoce da fibromialgia (tcers.tc.br)</a></p>
<p>O post <a href="https://www.reumatologia.org.br/sbrnamidia/fevereiro-roxo-medico-da-sbr-destaca-relevancia-do-diagnostico-precoce-da-fibromialgia/">Fevereiro Roxo &#8211; Médico da SBR destaca relevância do diagnóstico precoce da fibromialgia</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.reumatologia.org.br">Sociedade Brasileira de Reumatologia</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Campanha Fevereiro Roxo alerta a população sobre a fibromialgia</title>
		<link>https://www.reumatologia.org.br/sbrnamidia/campanha-fevereiro-roxo-alerta-a-populacao-sobre-a-fibromialgia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sociedade Brasileira de Reumatologia]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 23 Feb 2023 20:26:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Orientações ao paciente]]></category>
		<category><![CDATA[SBR na Mídia]]></category>
		<category><![CDATA[fevereiro roxo]]></category>
		<category><![CDATA[fibromialgia]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.reumatologia.org.br/?p=20846</guid>

					<description><![CDATA[<p>Uma enfermidade de causa desconhecida, que atinge três por cento dos brasileiros, principalmente as mulheres. Estamos falando da Fibromialgia, doença que causa dores pelo corpo e que, no mês de fevereiro, tem campanhas de conscientização. O reumatologista Marco Antônio Rocha Loures, presidente da SBR, esclarece sobre Fibromialgia, em entrevista à TV Canção. Assista em: Campanha Fevereiro&#8230;</p>
<p>O post <a href="https://www.reumatologia.org.br/sbrnamidia/campanha-fevereiro-roxo-alerta-a-populacao-sobre-a-fibromialgia/">Campanha Fevereiro Roxo alerta a população sobre a fibromialgia</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.reumatologia.org.br">Sociedade Brasileira de Reumatologia</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Uma enfermidade de causa desconhecida, que atinge três por cento dos brasileiros, principalmente as mulheres. Estamos falando da Fibromialgia, doença que causa dores pelo corpo e que, no mês de fevereiro, tem campanhas de conscientização. O reumatologista Marco Antônio Rocha Loures, presidente da SBR, esclarece sobre Fibromialgia, em entrevista à TV Canção. Assista em: <a href="https://noticias.cancaonova.com/brasil/campanha-fevereiro-roxo-alerta-a-populacao-sobre-a-fibromialgia/" target="_blank" rel="noopener" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://noticias.cancaonova.com/brasil/campanha-fevereiro-roxo-alerta-a-populacao-sobre-a-fibromialgia/&amp;source=gmail&amp;ust=1677263051822000&amp;usg=AOvVaw0OWr_OPkBTqBGURBZpqG2s">Campanha Fevereiro Roxo alerta a população sobre a fibromialgia (cancaonova.com)</a></p>
<p>O post <a href="https://www.reumatologia.org.br/sbrnamidia/campanha-fevereiro-roxo-alerta-a-populacao-sobre-a-fibromialgia/">Campanha Fevereiro Roxo alerta a população sobre a fibromialgia</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.reumatologia.org.br">Sociedade Brasileira de Reumatologia</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Posicionamento da Sociedade Brasileira de Reumatologia sobre a FIBROMIALGIA</title>
		<link>https://www.reumatologia.org.br/noticias/posicionamento-da-sociedade-brasileira-de-reumatologia-sobre-a-fibromialgia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Allan Agra]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 02 Sep 2019 16:59:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias gerais]]></category>
		<category><![CDATA[fibromialgia]]></category>
		<category><![CDATA[posicionamento]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.reumatologia.org.br/?p=11620</guid>

					<description><![CDATA[<p>A Reumatologia é uma especialidade da Clínica Médica, exercida no Brasil desde 1949 por cerca de dois mil especialistas, responsável pelo atendimento dos pacientes portadores de doenças que afetam o aparelho locomotor. São doenças de várias naturezas (autoimunes, posturais, inflamatórias agudas e crônicas, degenerativas, metabólicas), totalizando quase 120 tipos diferentes de enfermidades. Algumas destas, podem&#8230;</p>
<p>O post <a href="https://www.reumatologia.org.br/noticias/posicionamento-da-sociedade-brasileira-de-reumatologia-sobre-a-fibromialgia/">Posicionamento da Sociedade Brasileira de Reumatologia sobre a FIBROMIALGIA</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.reumatologia.org.br">Sociedade Brasileira de Reumatologia</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>A
Reumatologia é uma especialidade da Clínica Médica, exercida no Brasil desde
1949 por cerca de dois mil especialistas, responsável pelo atendimento dos
pacientes portadores de doenças que afetam o aparelho locomotor. São doenças de
várias naturezas (autoimunes, posturais, inflamatórias agudas e crônicas,
degenerativas, metabólicas), totalizando quase 120 tipos diferentes de
enfermidades. Algumas destas, podem evoluir para deformidades e incapacidade
funcional temporárias ou permanentes. A grande maioria destas doenças causa
impacto negativo na qualidade de vida.</p>



<p>A
fibromialgia é uma síndrome dolorosa crônica caracterizada por amplificação da
percepção da dor, desregulação da resposta ao estresse e associação a síndromes
funcionais. A queixa central é dor musculoesquelética generalizada crônica,
associada a sintomas como fadiga, distúrbio do sono, distúrbios cognitivos
(memória e concentração) e alterações de humor (depressão e ansiedade). Com
frequência, a fibromialgia associa-se a outras condições em que as sensações
dolorosas do corpo são amplificadas como a síndrome do intestino irritável e
cefaleia. O diagnóstico da fibromialgia é clínico, sem a necessidade de qualquer
exame subsidiário.&nbsp;</p>



<p>&nbsp;
&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;&nbsp;O tratamento da fibromialgia é farmacológico e
não farmacológico.&nbsp; &nbsp;&nbsp;Medicações são utilizadas para reduzir
sintomas e proporcionar condições para a prática de exercícios. O tratamento
não medicamentoso tem papel fundamental na abordagem dos pacientes, sendo o
exercício físico a estratégia mais respaldada na literatura mundial. Embora
reconhecendo que haja dificuldades para a introdução e execução da atividade
física na rotina dos pacientes, é essencial que sejam criadas condições par a
sua realização.&nbsp;</p>



<p>&nbsp;
&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;&nbsp;A fibromialgia não causa
deformidades ou insuficiência de qualquer órgão vital. Por ser uma condição de
dor crônica generalizada, existe muita dificuldade em mensurar e classificar o
grau de incapacidade neste grupo de pacientes, embora seja reconhecido que
existe uma queda na qualidade de vida destes pacientes.</p>



<p>&nbsp;&nbsp;
&nbsp; &nbsp; &nbsp;&nbsp;Em concordância com a literatura mundial, as
Comissões de Fibromialgia, Dor e outras Lesões de Partes Moles e de Saúde
Ocupacional da Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR) definem que a
fibromialgia não é doença ocupacional e não leva à incapacidade permanente.
Reconhecem, porém, que sendo uma síndrome dolorosa crônica, os pacientes estão
sujeitos a limitações e até mesmo incapacidade temporária, o que será definido
pelo médico perito, auxiliado pelas informações fornecidas pelo médico
assistente.</p>



<p>&nbsp;&nbsp;
&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;&nbsp;A SBR se posiciona
contrariamente ao estabelecimento de direitos preferenciais a pacientes que não
tenham incapacidade temporária ou definitiva por critérios técnicos
estabelecidos. Ressaltamos o apoio a toda iniciativa para a melhora da
qualidade de vida e capacidade funcional dos pacientes com fibromialgia.</p>



<p>Sociedade
Brasileira de Reumatologia</p>
<p>O post <a href="https://www.reumatologia.org.br/noticias/posicionamento-da-sociedade-brasileira-de-reumatologia-sobre-a-fibromialgia/">Posicionamento da Sociedade Brasileira de Reumatologia sobre a FIBROMIALGIA</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.reumatologia.org.br">Sociedade Brasileira de Reumatologia</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Fibromialgia</title>
		<link>https://www.reumatologia.org.br/doencas-reumaticas/fibromialgia-e-doencas-articulares-inflamatorias/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sociedade Brasileira de Reumatologia]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 27 Sep 2017 15:10:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Doenças reumáticas]]></category>
		<category><![CDATA[fibromialgia]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.reumatologia.org.br/site/?p=159</guid>

					<description><![CDATA[<p>Síndrome caracterizada por dor muscular generalizada crônica, dor à palpação da musculatura, alterações do sono, cansaço e problemas com o humor, a concentração e a memória</p>
<p>O post <a href="https://www.reumatologia.org.br/doencas-reumaticas/fibromialgia-e-doencas-articulares-inflamatorias/">Fibromialgia</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.reumatologia.org.br">Sociedade Brasileira de Reumatologia</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>[Download não encontrado.]</p>
<p><strong>Assista o vídeo e confira mais informações sobre Fibromialgia:</strong></p>
<figure class="wp-block-embed wp-block-embed-youtube is-type-video is-provider-youtube epyt-figure">
<div class="wp-block-embed__wrapper"><iframe  id="_ytid_40039"  width="300" height="169"  data-origwidth="300" data-origheight="169" src="https://www.youtube.com/embed/LoOlh1YMzWQ?enablejsapi=1&autoplay=0&cc_load_policy=0&cc_lang_pref=&iv_load_policy=1&loop=0&rel=0&fs=1&playsinline=0&autohide=2&hl=pt_BR&theme=dark&color=red&controls=1&disablekb=0&" class="__youtube_prefs__  no-lazyload" title="YouTube player"  allow="fullscreen; accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen data-no-lazy="1" data-skipgform_ajax_framebjll=""></iframe></div>
</figure>
<p><span itemprop="video" itemscope itemtype="http://schema.org/VideoObject"><meta itemprop="embedUrl" content="https://www.youtube.com/embed/LoOlh1YMzWQ"><meta itemprop="name" content="Fibromialgia"><meta itemprop="description" content="Saiba mais sobre Fibromialgia no site da Sociedade Brasileira de Reumatologia: https://www.reumatologia.org.br/doencas-reumaticas/fibromialgia-e-doencas-articulares-inflamatorias/"><meta itemprop="thumbnailUrl" content="https://i.ytimg.com/vi/LoOlh1YMzWQ/0.jpg"><meta itemprop="duration" content="PT2M46S"><meta itemprop="uploadDate" content="2019-09-18T23:33:52Z"></span></p>
<blockquote>
<h2></h2>
<h2 style="font-weight: 400;"><strong>O que é a fibromialgia?</strong></h2>
<p style="font-weight: 400;">A fibromialgia (FM) é uma condição que se caracteriza por dor muscular generalizada, crônica (dura mais que três meses), mas que não apresenta evidência de inflamação nos locais de dor. Ela é acompanhada de sintomas típicos, como sono não reparador (sono que não restaura a pessoa) e cansaço. Pode haver também distúrbios do humor como ansiedade e depressão, e muitos pacientes queixam-se de alterações da concentração e de memória.</p>
<h2 style="font-weight: 400;"><strong>Causa</strong></h2>
<p style="font-weight: 400;">Ainda não totalmente esclarecida, mas a principal hipótese é que pacientes com FM apresentam uma alteração da percepção da sensação de dor. Isso é apoiado por estudos em que visualizam o cérebro destes pacientes em funcionamento, e também porque pacientes com FM apresentam outras evidências de sensibilidade do corpo, como no intestino ou na bexiga. Alguns pacientes com FM desenvolvem a condição após um gatilho, como uma dor localizada mal tratada, um trauma físico ou uma doença grave. O sono alterado, os problemas de humor e concentração parecem ser causados pela dor crônica, e não ao contrário.</p>
<h2 style="font-weight: 400;"><strong>Impacto na Saúde</strong></h2>
<p style="font-weight: 400;">A FM é bastante comum, afetando 2,5% da população mundial, sem diferenças entre nacionalidades ou condições socioeconômicas. Geralmente afeta mais mulheres do que homens e aparece entre 30 a 50 anos de idade, embora existam pacientes mais jovens e mais velhos com FM.</p>
<h2 style="font-weight: 400;"><strong>Diagnóstico</strong></h2>
<p style="font-weight: 400;">O diagnóstico de FM é eminentemente clínico, com a história, exame físico e exames laboratoriais auxiliando a  afastar outras condições que podem causar sintomas semelhantes. Não há alteração dos exames que indicam inflamação, como a velocidade de hemossedimentação (VHS) e a proteína C reativa. Exames de imagem devem ser interpretados com muito cuidado, pois nem sempre os achados da radiologia são a causa da dor do paciente. A FM pode aparecer em pacientes que apresentam outras doenças reumáticas, como artrite reumatoide e lúpus eritematoso sistêmico, e muitas vezes dificulta uma completa melhora destes pacientes.</p>
<h2 style="font-weight: 400;"><strong>Tratamento</strong></h2>
<p style="font-weight: 400;">A meta no tratamento da FM é aliviar os sintomas com melhora na qualidade de vida. A FM não traz deformidades ou sequelas nas articulações e músculos, mas os pacientes apresentam uma má qualidade de vida.</p>
<p style="font-weight: 400;">O principal tratamento da FM é não-medicamentoso, ou seja, os cuidados do paciente consigo mesmo são mais importantes do que as medicações, embora estas também tenham seu papel. <u>O principal tratamento da fibromialgia é o exercício aeróbico,</u> aquele que mexe o corpo todo e acelera os batimentos cardíacos. Esta parece ser a melhor a maneira de reverter a sensibilidade aumentada à dor na FM. Além disso, é importante entender sobre a doença (educação) e alguns casos terapia psicológica pode ser útil, principalmente para aprender a lidar com a dor crônica no dia a dia.</p>
<p style="font-weight: 400;">As medicações são úteis para diminuir a dor, melhorar o sono e a disposição do paciente com fibromialgia, para permitir a prática de exercícios físicos. Algumas medicações, como a pregabalina e a duloxetina, agem na maior sensibilidade à dor. Outros remédios como relaxantes musculares, antidepressivos e analgésicos podem ser usados para alívio de sintomas diversos.</p>
</blockquote>
<p>O post <a href="https://www.reumatologia.org.br/doencas-reumaticas/fibromialgia-e-doencas-articulares-inflamatorias/">Fibromialgia</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.reumatologia.org.br">Sociedade Brasileira de Reumatologia</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Fibromialgia e Lúpus: A contribuição das celebridades para ampliar conhecimento sobre estas doenças</title>
		<link>https://www.reumatologia.org.br/sbrnamidia/fibromialgia-e-lupus-a-contribuicao-das-celebridades-para-ampliar-conhecimento-sobre-estas-doencas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sociedade Brasileira de Reumatologia]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 26 Sep 2017 13:29:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SBR na Mídia]]></category>
		<category><![CDATA[fibromialgia]]></category>
		<category><![CDATA[lúpus]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.reumatologia.org.br/site/?p=150</guid>

					<description><![CDATA[<p>Nas primeiras semanas de setembro, duas doenças reumáticas ganharam as páginas dos principais veículos nacionais – interesse despertado pelo anúncio do cancelamento de participação da Lady Gaga no Rock in Rio, por conta das fortes dores causadas pela fibromialgia, e pela revelação da jovem cantora Selena Gomez ter sido submetida a um transplante de rim,&#8230;</p>
<p>O post <a href="https://www.reumatologia.org.br/sbrnamidia/fibromialgia-e-lupus-a-contribuicao-das-celebridades-para-ampliar-conhecimento-sobre-estas-doencas/">Fibromialgia e Lúpus: A contribuição das celebridades para ampliar conhecimento sobre estas doenças</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.reumatologia.org.br">Sociedade Brasileira de Reumatologia</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Nas primeiras semanas de setembro, duas doenças reumáticas ganharam as páginas dos principais veículos nacionais – interesse despertado pelo anúncio do <strong>cancelamento de participação da Lady Gaga no Rock in Rio</strong>, por conta das fortes dores causadas pela <strong>fibromialgia</strong>, e pela revelação da jovem cantora <strong>Selena Gomez ter sido submetida a um transplante de rim</strong>, em decorrência do <strong>lúpus</strong>. E a Sociedade Brasileira de Reumatologia cumpriu seu papel, de contribuir para o esclarecimento dos sintomas e sinais destas doenças, por meio de entrevistas de suas especialistas para os principais veículos do país.</p>
<p>Na TV, estivemos no Fantástico e Bem Estar, ambos em rede nacional; participamos de entrevistas para Veja (online), Folha de S. Paulo (online), Estadão, O Globo e emissoras de rádio de vários cantos do país.  E, por fim, participamos também de entrevistas para redes sociais e<em> bloggers</em>, de ampla visibilidade, como para as páginas de Dr. Drauzio Varella no Facebook (na foto, dr. José Provenza, durante a gravação) e Dr. Jairo Bouer, coluna <em>postada</em> também no UOL.</p>
<p>Para conhecer estas e outras entrevistas da SBR,<strong> acompanhe nossas páginas nas redes sociais</strong> <a href="https://www.facebook.com/sbreumatologia/">aqui.</a></p>
<p>O post <a href="https://www.reumatologia.org.br/sbrnamidia/fibromialgia-e-lupus-a-contribuicao-das-celebridades-para-ampliar-conhecimento-sobre-estas-doencas/">Fibromialgia e Lúpus: A contribuição das celebridades para ampliar conhecimento sobre estas doenças</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.reumatologia.org.br">Sociedade Brasileira de Reumatologia</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Tratamento da Fibromialgia</title>
		<link>https://www.reumatologia.org.br/orientacoes-ao-paciente/tratamento-da-fibromialgia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sociedade Brasileira de Reumatologia]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 31 Jan 2016 03:06:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Orientações ao paciente]]></category>
		<category><![CDATA[fibromialgia]]></category>
		<category><![CDATA[Orientações ao Paciente]]></category>
		<category><![CDATA[Tratamento]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://reumatologia.org.br/www/?p=1369</guid>

					<description><![CDATA[<p>Autoria: Comissão de Dor, Fibromialgia e Outras Síndromes Dolorosas de Partes Moles 20/04/2011 Para que o tratamento da fibromialgia seja bem sucedido é imprescindível que o paciente compreenda melhor sua doença. Em muitas ocasiões é necessário que se esclareçam as duvidas não só do paciente mas também de seus familiares, para que o compreendam melhor&#8230;</p>
<p>O post <a href="https://www.reumatologia.org.br/orientacoes-ao-paciente/tratamento-da-fibromialgia/">Tratamento da Fibromialgia</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.reumatologia.org.br">Sociedade Brasileira de Reumatologia</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Autoria: Comissão de Dor, Fibromialgia e Outras Síndromes Dolorosas de Partes Moles<br />
20/04/2011</p>
<p>Para que o tratamento da fibromialgia seja bem sucedido é imprescindível que o paciente compreenda melhor sua doença. Em muitas ocasiões é necessário que se esclareçam as duvidas não só do paciente mas também de seus familiares, para que o compreendam melhor e possam dar – lhe o apoio necessário, pois frequentemente a veracidade dos sintomas é questionada pelos familiares e pessoas próximas ao paciente. Desta forma o reumatologista pode tranqüilizá-lo ao assegurar-lhe que seus sintomas são reais e não fruto de sua imaginação, e também não são consequências de uma doença mais grave.</p>
<p>O tratamento da fibromialgia é realizado através do emprego de medicamentos e de outras medidas não medicamentosas.</p>
<p>Todo individuo acometido pela fibromialgia obrigatoriamente deve praticar alguma modalidade de atividade física. Em geral o paciente tem a liberdade de escolher aquela na qual se ajusta melhor. A preferência deve ser dada a atividades aeróbicas, como andar, nadar, mas a hidroginástica, alongamento ou fortalecimento muscular deve ser apoiado pois algum beneficio com estas modalidades de atividade física também é observado.</p>
<p>O paciente deve respeitar seus limites físicos, pois ao excedê-los corre o risco de apresentar efeito contrario ao desejado, podendo agravar as dores e o cansaço.</p>
<p>O tratamento da dor e outros sintomas da fibromialgia geralmente não melhoram com o uso de analgésicos simples ou antinflamatorios, frequentemente prescritos por médicos que não estão familiarizados com a doença.</p>
<p>Os medicamentos utilizados são os antidepressivos, relaxantes musculares e os neuromoduladores. Muitos pacientes questionam o motivo do uso destes medicamentos, sobretudo os antidepressivos. Se não forem adequadamente esclarecidos, podem surgir duvidas sobre a origem de seus sintomas. Portanto aos serem empregados o reumatologista deve esclarecer que estes medicamentos atuarão sobre os mecanismos envolvidos na geração e inibição da dor e dos outros sintomas da doença, independente de influenciarem o estado de animo do paciente.</p>
<p>Quando os sintomas associados ao sono inadequado encontram-se exacerbados, o uso isolado de medicamentos que induzam ou perpetuem o sono pode não ser suficiente, sendo obrigatório que o paciente tome medidas que melhorem a higiene do sono, tais como adequação do local em que dorme com menos ruídos e claridade, evite ingerir alimentos ou bebidas que piorem o sono antes de deitar entre outras medidas.</p>
<p>Quando há presença de sintomas depressivos ou de ansiedade importantes pode-se tornar necessário o acompanhamento psicológico ou ate psiquiátrico, dependendo da gravidade dos sintomas. Existem técnicas psicológicas, como a terapia cognitiva comportamental, que comprovadamente podem beneficiar estes pacientes.</p>
<p>Alguns pacientes (não todos) podem apresentar melhora clinica quando acrescentamos a acupuntura.</p>
<p>Nos pacientes apresentam sintomas em outros órgãos como o intestino (colón irritável), bexiga (cistite intersticial), cabeça (enxaqueca), as vezes necessitamos avaliações e acompanhamento de médicos de outras especialidades.</p>
<p>É importante que esteja claro ao doente que o tratamento depende mais dele e de sua atitude frente a fibromialgia e que estas medidas medicamentosas ou não devem ser realizadas em conjunto, pois nenhuma delas é eficaz isoladamente.<br />
Última atualização (20/04/2011)</p>
<p>O post <a href="https://www.reumatologia.org.br/orientacoes-ao-paciente/tratamento-da-fibromialgia/">Tratamento da Fibromialgia</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.reumatologia.org.br">Sociedade Brasileira de Reumatologia</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Síndrome da Fibromialgia &#8211; Diagnóstico Diferencial</title>
		<link>https://www.reumatologia.org.br/orientacoes-ao-paciente/sindrome-da-fibromialgia-diagnostico-diferencial/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sociedade Brasileira de Reumatologia]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 31 Jan 2016 03:01:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Orientações ao paciente]]></category>
		<category><![CDATA[Diagnóstico Diferencial]]></category>
		<category><![CDATA[fibromialgia]]></category>
		<category><![CDATA[Orientações ao Paciente]]></category>
		<category><![CDATA[Síndrome]]></category>
		<category><![CDATA[Síndrome da Fibromialgia]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://reumatologia.org.br/www/?p=1360</guid>

					<description><![CDATA[<p>Autoria: Dr. Milton Helfenstein Júnior 15/05/2011 A síndrome da fibromialgia possui manifestações clínicas bem características e critérios diagnósticos estabelecidos. Entretanto, tem sido confundida com diversos outros distúrbios. O motivo é que diversas doenças reumáticas e não reumáticas podem se manifes¬tar por dor difusa e fadiga crônica. O paciente com hipotireoidismo pode apresentar um quadro clínico&#8230;</p>
<p>O post <a href="https://www.reumatologia.org.br/orientacoes-ao-paciente/sindrome-da-fibromialgia-diagnostico-diferencial/">Síndrome da Fibromialgia &#8211; Diagnóstico Diferencial</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.reumatologia.org.br">Sociedade Brasileira de Reumatologia</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Autoria: Dr. Milton Helfenstein Júnior<br />
15/05/2011</p>
<p>A síndrome da fibromialgia possui manifestações clínicas bem características e critérios diagnósticos estabelecidos. Entretanto, tem sido confundida com diversos outros distúrbios. O motivo é que diversas doenças reumáticas e não reumáticas podem se manifes¬tar por dor difusa e fadiga crônica.</p>
<p>O paciente com hipotireoidismo pode apresentar um quadro clínico que simula a fibro¬mialgia. Por tal motivo, é recomendável que na abordagem desses pacientes sejam efetuadas as provas de função tireoideana. Algumas vezes, no entanto, estas duas enfermidades podem coexistir num mesmo paciente. Nestes casos, não há evidência que a estabili¬zação da função tireoidiana faça desaparecer o quadro de fibromialgia. Por outro lado, a maioria dos pacientes com fibromialgia não possui disfunção tireoidiana.</p>
<p>Outro distúrbio hormonal que pode causar confusão diagnóstica com a fibromialgia é o hiperparatireoidismo primário. Este distúrbio é causado, na maioria das vezes, por um adenoma de paratireoide (80 a 90% dos casos). Além das manifestações ósseas (dor óssea, fraturas patológicas, oste¬openia cortical, cistos ósseos e osteíte fibrosa cística) e renais (cólica renal, nefrolitíase e nefrocalcinose com insuficiência renal), que são clássicas dessa doença, sintomas não espe¬cíficos, como fadiga, distúrbio emocional, anormalidades neuropsiquiátricas e dores muscu¬lares, podem estar presentes, imitando um quadro de fibromialgia.</p>
<p>Uma deficiência de vitamina D com hiperpatiroidismo secundário pode causar dores ósseas e musculares, que podem ser interpretadas como fibromialgia.</p>
<p>Em certas situações, a osteomalácia pode fazer parte do diagnóstico diferencial, pois alguns pacientes iniciam o quadro com sensação de fraqueza, dor muscular e sensibilidade óssea, antes das manifestações radiográficas e metabólicas da doença.</p>
<p>A polimialgia reumática é uma condição que deve ser sempre lembrada no diagnóstico diferencial da fibromialgia. O envolvimento das cinturas pélvica e esca¬pular e a elevação significativa da velocidade da hemossedimentação, típicos desta enfermidade, são importantes auxiliares diagnósticos. Também pode contribuir na elucidação diagnóstica o fato dos pacientes com polimialgia reumática apresentarem uma rápida resposta satisfatória à instituição de doses baixas de corticosteroides por via oral. No entanto, a dor muscular, característica predominante desta enfermidade, pode confundir o profissional médico menos atento, particularmente quando a dor muscular é difusa.</p>
<p>Em algumas situações, a polimiosite (assim como outras miosites) pode ser confun¬dida com fibromialgia. Faz-se importante lembrar que nesta enfermidade, a queixa princi¬pal é de fraqueza, ao invés de dor muscular. Tal fraqueza é caracteristicamente insidiosa, simétrica e progressiva, particularmente na cintura escapular e pélvica. Pode causar dor, entretanto, em aproximadamente 15 a 30% dos casos. Os pacientes podem apresentar quadros de artralgia, assim como os portadores de fibromialgia. Outras manifestações clínicas somadas às alterações laboratoriais, particularmente a elevação das enzimas musculares, conduzem ao diagnóstico correto.</p>
<p>Algumas doenças autoimunes do colágeno, particularmente a artrite reumatoide e o lúpus eritematoso sistêmico, podem inicialmente se manifestar com dor difusa e fadiga, conduzindo ao diagnóstico equivocado de fibromialgia. Em outras situações, pacientes com uma artrite reumatoide ou lúpus eritematoso sistêmico estabelecido, com as variadas manifestações clínicas e laboratoriais dessas moléstias, podem apresentar, simultaneamente, um quadro de fibromialgia. Apesar da adequada resposta terapêutica do processo inflamatório, as queixas dolorosas podem permanecer. Nesses casos, constata-se desaparecimento da sinovite e normatização das provas de atividade inflamatória, mantendo-se um quadro de fibromialgia concomitante, que pode cursar independentemente da moléstia de base.</p>
<p>Não raramente, a síndrome de Sjögren pode ter como manifestação inicial sintomas de dor muscular difusa e inespecífica, acompanhada de cansaço, podendo causar dificuldade diagnóstica até que parâmetros laboratoriais e outras características clínicas se façam presentes.</p>
<p>Certas reações adversas a determinados medicamentos podem causar mialgias difu¬sas e despistar o médico desinformado. Entre essas medicações, destacam-se os bloquea¬dores de receptores H2 (utilizados para doença péptica), os fibratos e as estatinas (empre¬gados para o tratamento das dislipidemias).</p>
<p>Usuários de drogas podem sofrer reações que se assemelham a um quadro de fibromialgia, particularmente nos pacientes viciados em cocaína e canabis.</p>
<p>Pacientes com problemas de etilismo também podem apresentar quadros de dores musculares, seja durante o período do abuso do álcool ou do período de absti¬nência ao mesmo.</p>
<p>Certas infecções, em particular a hepatite C, o HIV e a doença de Lyme, podem provocar dores musculares difusas e impor dificuldade diagnóstica, principalmente quando não há febre ou outros sintomas típicos. As análises laboratoriais sorológicas podem contribuir para elucidar alguns casos.</p>
<p>Pacientes que realizaram corticoterapia por longos períodos, independentemente do motivo, podem sofrer de uma crise de abstinência ao corticoide, particularmente se a retirada do medicamento for feita de maneira abrupta e inadequada. Esses pacientes podem passar a experimentar dores musculares difusas, que respondem rapidamente à reutilização do medicamento.</p>
<p>Outra condição que deve ser considerada no diagnóstico diferencial da síndrome da fibromialgia é a síndrome paraneoplásica (paraneoplasia). Nesta situação, exis¬tem sinais e sintomas que auxiliam no raciocínio clínico mais correto. No entanto, em raras situações, uma paraneoplasia pode se manifestar com quadro similar ao da fi¬bromialgia e lançar um importante desafio diagnóstico, particularmente no caso do car¬cinoma broncogênico.</p>
<p>A síndrome da fadiga crônica também deve ser lembrada no diagnóstico diferencial. O antecedente de febre baixa ou de faringite recorrente, além da presença de linfadenopatia, pode contribuir para clarificar o diagnóstico. Nesta síndrome predomina o cansaço, enquanto na fibromialgia predomina a dor difusa.</p>
<p>Talvez a dificuldade diagnóstica maior seja diferenciar a fibromialgia de um reu¬matismo psicogênico. Em certas situações, o quadro clínico do paciente é pura ex¬pressão de um distúrbio psiquiátrico, particularmente de depressão. É bem sabido que a depressão ocorre mais comumente na fibromialgia do que nos indivíduos-controle ou mais que nos pacientes com artrite reumatoide. Cerca de metade dos pacientes com fibromialgia tem na sua história um quadro de depressão em algum momento de sua vida. Muitos dos sintomas da depressão, como cansaço, sensação de perda de energia, desânimo ou dis¬túrbios do sono são idênticos àqueles da fibromialgia. Todavia, deve ser lembrado que uma boa proporção dos pacientes com fibromialgia não possui depressão ou qualquer componente de um distúrbio psiquiátrico.</p>
<p>Outra consideração que deve ser lembrada no leque de diagnóstico diferencial da fibromialgia é a possibilidade de diagnóstico equivocado e, consequentemente, de iatro¬genia médica. Freqüentemente, tem sido evidenciados, particularmente dentro do cená¬rio ocupacional, indivíduos envolvidos em litígio trabalhista, requerendo afastamento do trabalho e indenizações, alegando serem portadores de múltiplas enfermidades inflama¬tórias, particularmente tendinites, bursites e síndrome do túnel do carpo. Tais pacientes têm recebido com simplismo e impropriedade o diagnóstico de LER/DORT. Muitos dos pacientes erroneamente diagnosticados como portadores de LER/DORT possuem, na realidade, síndrome da fibromial¬gia, com múltiplas manifestações clínicas e até distúrbios psicológicos.</p>
<p>Ainda no cenário litigioso, têm-se constatado diversos pacientes que recebem o diag¬nóstico fictício de LER/DORT, como doença genuína, lato sensu. Na realidade, não existe tal doença. Esclarece-se que LER (Lesões por Esforços Repetitivos) e DORT (Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho) são acrônimos para incorporar um grupo heterogêneo de distúrbios musculoesqueléticos relacionados ao trabalho. Novamente, muitos desses litigantes são portadores de síndrome da fibromialgia.</p>
<p>Por último, deve ser lembrado, particularmente naqueles indivíduos que estão buscan¬do ganhos secundários, a possibilidade de simulação de doença. Muitos desses simuladores têm recebido rótulo equivocado de LER/DORT ou, até mesmo, de fibromialgia.</p>
<p>O post <a href="https://www.reumatologia.org.br/orientacoes-ao-paciente/sindrome-da-fibromialgia-diagnostico-diferencial/">Síndrome da Fibromialgia &#8211; Diagnóstico Diferencial</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.reumatologia.org.br">Sociedade Brasileira de Reumatologia</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Fibromialgia &#8211; Interface com o Trabalho</title>
		<link>https://www.reumatologia.org.br/orientacoes-ao-paciente/fibromialgia-interface-com-o-trabalho/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sociedade Brasileira de Reumatologia]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 31 Jan 2016 02:31:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Orientações ao paciente]]></category>
		<category><![CDATA[fibromialgia]]></category>
		<category><![CDATA[Orientações ao Paciente]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://reumatologia.org.br/www/?p=1311</guid>

					<description><![CDATA[<p>Autoria: Comissão de Reumatologia Ocupacional 18/04/2011 Fibromialgia (FM) é uma síndrome complexa e muitas vezes mal compreendida. Sua principal característica é a dor musculoesquelética crônica generalizada e muitos outros sintomas podem fazer parte dessa síndrome, tais como: fadiga; sono não reparador; rigidez; dores de cabeça; distúrbios cognitivos, depressivos e ansiosos. Distúrbios do sistema nervoso autônomo,&#8230;</p>
<p>O post <a href="https://www.reumatologia.org.br/orientacoes-ao-paciente/fibromialgia-interface-com-o-trabalho/">Fibromialgia &#8211; Interface com o Trabalho</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.reumatologia.org.br">Sociedade Brasileira de Reumatologia</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Autoria: Comissão de Reumatologia Ocupacional<br />
18/04/2011</p>
<p>Fibromialgia (FM) é uma síndrome complexa e muitas vezes mal compreendida. Sua principal característica é a dor musculoesquelética crônica generalizada e muitos outros sintomas podem fazer parte dessa síndrome, tais como: fadiga; sono não reparador; rigidez; dores de cabeça; distúrbios cognitivos, depressivos e ansiosos. Distúrbios do sistema nervoso autônomo, tais como instabilidade da pressão arterial, tontura, vertigem, palpitações, sensação de dormência ou formigamento, também podem estar presentes.</p>
<p>É comum que muitos outros sintomas surjam como síndromes associadas à fibromialgia. Podem ocorrer associações com a síndrome do cólon irritável – causadora de distúrbios intestinais do tipo diarreia e/ou constipação – e síndrome da bexiga irritável, que pode provocar sintomas do tipo urgência miccional e dor para urinar.</p>
<p>Importante não esquecer que o portador de FM, como qualquer outra pessoa, pode ser acometido de qualquer outra enfermidade do aparelho locomotor, tal como lombalgia, tendinite, artrite, entre outras. Daí a importância de que o portador de FM mantenha um acompanhamento médico regular e procure seu médico assistente, caso surja um sintoma não usual.<br />
A causa da FM não está claramente estabelecida. Os estudos médicos apontam para uma alteração da regulação do eixo neuro-hormonal associada a distúrbio do processamento, pelo sistema nervoso central, dos estímulos dolorosos. Muitas têm sido as pesquisas a respeito das causas da doença e do tratamento.</p>
<p>Hoje sabemos que para alcançarmos bons resultados na terapêutica não bastam somente medicamentos – embora hoje existam drogas razoavelmente eficazes com poucos efeitos colaterais. Mudanças de atitudes, tais como incorporar atividade física aeróbica à rotina e adoção de estratégias de controle do estresse aprendidas em espaço terapêutico com utilização de técnicas psicoterapêuticas do tipo cognitivo comportamental, tem demonstrado grande importância para o sucesso do tratamento.</p>
<p>Dada à multiplicidade de sintomas que podem surgir num paciente com FM, é frequente que ocorram confusões diagnósticas. Não há na literatura médica evidência que nos permita estabelecer relação direta de causa e efeito entre as diferentes modalidades de trabalho e o surgimento da FM. Da mesma forma, não existe conhecimento técnico especializado para sustentar a hipótese de que uma tendinite em membro superior, porventura relacionada a um tipo de atividade específico, possa, apesar do afastamento do trabalhador da atividade relacionada ao adoecimento tendinoso, se “espalhar” pelo corpo, causando dores generalizadas e causadoras de uma incapacidade total para o trabalho.</p>
<p>Há que se ter cuidado na condução desses casos. É preciso a colaboração de um especialista, pois pode-se tratar de um caso de FM no qual se estabeleça uma ligação errônea com o trabalho, atitude esta que, involuntariamente, pode conduzir a um tratamento incorreto da doença, podendo mesmo culminar numa uma incapacidade secundária à não utilização de uma terapêutica adequada e conseqüente piora do adoecimento.</p>
<p>A FM, pelas confusões diagnósticas que suscita, pode resultar em múltiplas visitas médicas, mal uso dos recursos de saúde e absenteísmo. Isso gera um impacto econômico e social importante que não deve ser menosprezado. A literatura aponta que de 9 a 26% dos pacientes com FM não estão trabalhando por incapacidade temporária ou permanente. Parte não desprezível desses números certamente vem como consequência de demora no diagnóstico e, portanto, no adiamento do tratamento adequado.</p>
<p>As consequências negativas na vida produtiva e relacional para o portador de FM são efetivamente minimizadas ou mesmo tornadas inexistentes para a maioria dos pacientes submetidos aos tratamentos hoje disponíveis. Não há motivo para temer a incapacidade nem para associar ao portador da síndrome qualquer estereótipo que envolva incapacidades múltiplas.</p>
<p>Limitações são comuns a vários tipos de padecimento crônico e a mudança do foco para as habilidades individuais existentes, em vez do cultivo de imagens míticas que envolvam incapacidades totais e completas, são fundamentais para que o portador de FM ou qualquer outro adoecimento crônico possa usufruir de uma vida plena, em especial no que diz respeito às dimensões sociais e econômicas.</p>
<p>Bibliografia</p>
<p>1. LERNER, MS et al. (2005). Work Disability Resulting from Chronic Health Conditions. Vol 47, JOEM.<br />
2. HAZEMEIJER, I. RASKER, J.J. (2003). Fibromyalgia and Therapeutic Domain. A Philosophical Study on the Origins of Fibromyalgia in a Specific Social Setting. Rheumathology 2003; 42:507-515.<br />
3. KLEINMAN, N et al. (2009). Burden of Fibromyalgia and Comparisons with Osteoarthritis in the Workforce. JOEM: vol.51, n°12<br />
4. HELFENSTEIN, M; FELDMAN, D. (2002). Síndrome da Fibromialgia: Características Clínicas e Associações com outras Síndromes Disfuncionais. Vol 42. Rev. Bras. Reumatologia, 2002<br />
5. MAIA, A B.A. (2005). A SÍNDROME DO TÚNEL DO CARPO E A FIBROMIALGIA:Revisão de Literatura e Proposta de Instrumento de Avaliação Clínica do Tipo Questionário para Estudo da Prevalência da Associação das Duas Patologias – Monografia de Conclusão do Curso de Especialização em Perícia Médica – Universidade Gama Filho, 2005.</p>
<p>Comissão de Reumatologia Ocupacional</p>
<p>Coordenador:<br />
Milton Helfenstein Junior- SP</p>
<p>Membros:<br />
Anna Beatriz Assad Maia – DF<br />
Antônio Techy – PR<br />
César Siena – SP<br />
Mario Soares Ferreira &#8211; DF<br />
Última atualização (18/04/2011)</p>
<p>O post <a href="https://www.reumatologia.org.br/orientacoes-ao-paciente/fibromialgia-interface-com-o-trabalho/">Fibromialgia &#8211; Interface com o Trabalho</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.reumatologia.org.br">Sociedade Brasileira de Reumatologia</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Fibromialgia &#8211; Definição, Sintomas e Porque Acontece.</title>
		<link>https://www.reumatologia.org.br/orientacoes-ao-paciente/fibromialgia-definicao-sintomas-e-porque-acontece/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sociedade Brasileira de Reumatologia]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 31 Jan 2016 02:30:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Orientações ao paciente]]></category>
		<category><![CDATA[fibromialgia]]></category>
		<category><![CDATA[Orientações ao Paciente]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://reumatologia.org.br/www/?p=1307</guid>

					<description><![CDATA[<p>Autoria: Comissão de Dor, Fibromialgia e Outras Síndromes Dolorosas de Partes Moles 20/04/2011 Definição A síndrome da fibromialgia (FM) é uma síndrome clínica que se manifesta com dor no corpo todo, principalmente na musculatura. Junto com a dor, a fibromialgia cursa com sintomas de fadiga (cansaço), sono não reparador (a pessoa acorda cansada) e outros&#8230;</p>
<p>O post <a href="https://www.reumatologia.org.br/orientacoes-ao-paciente/fibromialgia-definicao-sintomas-e-porque-acontece/">Fibromialgia &#8211; Definição, Sintomas e Porque Acontece.</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.reumatologia.org.br">Sociedade Brasileira de Reumatologia</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div>Autoria: Comissão de Dor, Fibromialgia e Outras Síndromes Dolorosas de Partes Moles<br />
20/04/2011</div>
<div></div>
<p><strong>Definição</strong></p>
<p>A síndrome da fibromialgia (FM) é uma síndrome clínica que se manifesta com dor no corpo todo, principalmente na musculatura. Junto com a dor, a fibromialgia cursa com sintomas de fadiga (cansaço), sono não reparador (a pessoa acorda cansada) e outros sintomas como alterações de memória e atenção, ansiedade, depressão e alterações intestinais. Uma característica da pessoa com FM é a grande sensibilidade ao toque e à compressão da musculatura pelo examinador ou por outras pessoas.</p>
<p>A fibromialgia é um problema bastante comum, visto em pelo menos em 5% dos pacientes que vão a um consultório de Clínica Médica e em 10 a 15% dos pacientes que vão a um consultório de Reumatologia.</p>
<p>De cada 10 pacientes com fibromialgia, sete a nove são mulheres. Não se sabe a razão porque isto acontece. Não parece haver uma relação com hormônios, pois a fibromialgia afeta as mulheres tanto antes quanto depois da menopausa. Talvez os critérios utilizados hoje no diagnóstico da FM tendam a incluir mais mulheres.  A idade de aparecimento da fibromialgia é geralmente entre os 30 e 60 anos. Porém, existem casos em pessoas mais velhas e também em crianças e adolescentes.</p>
<p>O diagnóstico da fibromialgia é clínico, isto é, não se necessitam de exames para comprovar que ela está presente. Se o médico fizer uma boa entrevista clínica, pode fazer o diagnóstico de fibromialgia na primeira consulta e descartar outros problemas.</p>
<p>Na reumatologia, são comumente usados critérios diagnósticos para se definir se o paciente tem uma doença reumática ou outra. Isto é importante especialmente quando se faz uma pesquisa, para se garantir que todos os pacientes apresentem o mesmo diagnóstico. Muitas vezes, entretanto, estes critérios são utilizados também na prática médica.</p>
<p>Os critérios de diagnóstico da fibromialgia são:<br />
a) dor por mais de três meses em todo o corpo e</p>
<p>b) presença de pontos dolorosos na musculatura (11 pontos, de 18 que estão pré-estabelecidos).</p>
<p>Deve-se salientar que muitas vezes, mesmo que os pacientes não apresentem todos os pontos, o diagnóstico de FM é feito e o tratamento iniciado.</p>
<p>Estes critérios são alvo de inúmeras críticas – como dissemos anteriormente, quanto mais pontos se exigem, mais mulheres e menos homens recebem o diagnóstico. Além disso, esses critérios não avaliam sintomas importantes na FM, como a alteração do sono e fadiga.</p>
<p>Provavelmente o médico pedirá alguns exames de sangue, não para comprovar a fibromialgia, mas para afastar outros problemas que possam simular esta síndrome. O DIAGNÓSTICO DE FIBROMIALGIA É CLÍNICO, NÃO HAVENDO EXAMES QUE O COMPROVEM.</p>
<p><strong>Sintomas</strong></p>
<p>O sintoma mais importante da fibromialgia é a dor difusa pelo corpo. Habitualmente, o paciente tem dificuldade de definir quando começou a dor, se ela começou de maneira localizada que depois se generalizou ou que já começou no corpo todo. O paciente sente mais dor no final do dia, mas pode haver também pela manhã. A dor é sentida “nos ossos” ou “na carne” ou ao redor das articulações.</p>
<p>Existe uma maior sensibilidade ao toque, sendo que muitos pacientes não toleram ser “agarrados” ou mesmo abraçados. Não há inchaço das articulações na FM, pois não há inflamação nas articulações. A sensação de inchaço pode aparecer pela contração da musculatura em resposta à dor.</p>
<p>A alteração do sono na fibromialgia é frequente, afetando quase 95% dos pacientes. No início da década de 80, descobriu-se que pacientes com fibromialgia apresentam um defeito típico no sono – uma dificuldade de manter um sono profundo. O sono tende a ser superficial e/ou interrompido.</p>
<p>Com o sono profundo interrompido, a qualidade de sono cai muito e a pessoa acorda cansada, mesmo que tenha dormido por um longo tempo – “acordo mais cansada do que eu deitei” e “parece que um caminhão passou sobre mim” são frases frequentemente usadas. Esta má qualidade do sono aumenta a fadiga, a contração muscular e a dor.</p>
<p>Outros problemas no sono afetam os pacientes com fibromialgia. Alguns referem um desconforto grande nas pernas ao deitar na cama, com necessidade de esticá-las, mexê-las ou sair andando para aliviar este desconforto. Este problema é chamado Síndrome das Pernas Inquietas e possui tratamento específico. Outros apresentam a Síndrome da Apneia do Sono, e param de respirar durante a noite. Isto também causa uma queda na qualidade do sono e sonolência excessiva durante o dia.</p>
<p>A fadiga (cansaço) é outro sintoma comum na FM, e parece ir além ao causado somente pelo sono não reparador. Os pacientes apresentam baixa tolerância ao exercício, o que é um grande problema, já que a atividade física é um dos grandes tratamentos da FM.</p>
<p>A depressão está presente em 50% dos pacientes com fibromialgia. Isto quer dizer duas coisas: 1) a depressão é comum nestes pacientes e 2) nem todo paciente com fibromialgia tem depressão. Por muito tempo pensou-se que a fibromialgia era uma “depressão mascarada”. Hoje, sabemos que a dor da fibromialgia é real, e não se deve pensar que o paciente está “somatizando”, isto é, manifestando um problema psicológico através da dor.</p>
<p>Por outro lado, não se pode deixar a depressão de lado ao avaliar um paciente com fibromialgia. A depressão, por si só, piora o sono, aumenta a fadiga, diminui a disposição para o exercício e aumenta a sensibilidade do corpo. Ela deve ser detectada e devidamente tratada se estiver presente.</p>
<p>Pacientes com FM queixam-se muito de alterações de memória e de atenção, e isso se deve mais ao fato da dor ser crônica do que a alguma lesão cerebral grave. Para o corpo, a dor é sempre um sintoma importante e o cérebro dedica energia lidando com esta dor e outras tarefas, como memória e atenção, ficam prejudicadas.</p>
<p>Como veremos a seguir, imagina-se que a principal causa dor difusa em pacientes com FM seja uma maior sensibilidade do paciente à dor, por uma ativação do sistema nervoso central. Não é de espantar, portanto, que outros estímulos também sejam amplificados e causem desconforto aos pacientes. A síndrome do intestino irritável, por exemplo, acontece em quase 60% dos pacientes com FM e caracteriza-se por dor abdominal e alteração do ritmo intestinal para mais ou para menos. Além disso, pacientes apresentam a bexiga mais sensível, sensações de amortecimentos em mãos e pés, dores de cabeça frequentes e maior sensibilidade a estímulos ambientais, como cheiros e barulhos fortes.</p>
<p><strong>O que causa a Fibromialgia?</strong></p>
<p>Não existe ainda uma causa única conhecida para a fibromialgia, mas já temos algumas pistas porque as pessoas têm esta síndrome. Os estudos mais recentes mostram que os pacientes com fibromialgia apresentam uma sensibilidade maior à dor do que pessoas sem fibromialgia. Na verdade, seria como se o cérebro das pessoas com fibromialgia estivesse com um “termostato” ou um “botão de volume” desregulado, que ativasse todo o sistema nervoso para fazer a pessoa sentir mais dor. Desta maneira, nervos, medula e cérebro fazem que qualquer estímulo doloroso seja aumentado de intensidade.</p>
<p>A fibromialgia pode aparecer depois de eventos graves na vida de uma pessoa, como um trauma físico, psicológico ou mesmo uma infecção grave. O mais comum é que o quadro comece com uma dor localizada crônica, que progride para envolver todo o corpo. O motivo pelo qual algumas pessoas desenvolvem fibromialgia e outras não ainda é desconhecido.</p>
<p>O que não mais se discute é se a dor do paciente é real ou não. Hoje, com técnicas de pesquisa que permitem ver o cérebro em funcionamento em tempo real, descobriu-se que pacientes com FM realmente estão sentindo a dor que referem. Mas é uma dor diferente, onde não há lesão na periferia do corpo, e mesmo assim a pessoa sente dor. Toda dor é um alarme de incêndio no corpo – ela indica onde devemos ir para apagar o incêndio. Na fibromialgia é diferente – não há fogo nenhum, esse alarme dispara sem necessidade e precisa ser novamente “regulado”.</p>
<p>Esse melhor entendimento da FM indica que muitos sintomas como a alteração do sono e do humor, que eram considerados causadores da dor, na verdade são decorrentes da dor crônica e da ativação de um sistema de stress crônico. Entretanto, mesmo sem serem causadores, estes problemas aumentam a dor dos pacientes com FM, e devem também ser levados em consideração na hora do tratamento.</p>
<p>Última atualização (20/04/2011)</p>
<p>O post <a href="https://www.reumatologia.org.br/orientacoes-ao-paciente/fibromialgia-definicao-sintomas-e-porque-acontece/">Fibromialgia &#8211; Definição, Sintomas e Porque Acontece.</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.reumatologia.org.br">Sociedade Brasileira de Reumatologia</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
