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	<title>Arquivos Tratamento - Sociedade Brasileira de Reumatologia</title>
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	<description>A SBR promove a excelência da reumatologia com o incentivo do ensino, pesquisa e assistência, em favor da saúde e do bem-estar do paciente reumático</description>
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	<title>Arquivos Tratamento - Sociedade Brasileira de Reumatologia</title>
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	<item>
		<title>Tratamento Não Medicamentoso em Reumatologia Pediátrica</title>
		<link>https://www.reumatologia.org.br/orientacoes-ao-paciente/tratamento-nao-medicamentoso-em-reumatologia-pediatrica/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sociedade Brasileira de Reumatologia]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 31 Jan 2016 03:06:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Orientações ao paciente]]></category>
		<category><![CDATA[Não Medicamentoso]]></category>
		<category><![CDATA[Orientações ao Paciente]]></category>
		<category><![CDATA[Reumatologia Pediátrica]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Autoria: SBR 06/04/2011 1. O que se entende por tratamento não medicamentoso? O tratamento medicamentoso é aquele prescrito pelo médico. Já o não medicamentoso é conduzido por outros profissionais, como fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, psicólogos, nutricionistas, odontologistas, entre outros. Em muitos casos a formação de uma equipe multiprofissional é de grande utilidade e pode minimizar o&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Autoria: SBR<br />
06/04/2011</p>
<p><strong>1. O que se entende por tratamento não medicamentoso?</strong></p>
<p>O tratamento medicamentoso é aquele prescrito pelo médico. Já o não medicamentoso é conduzido por outros profissionais, como fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, psicólogos, nutricionistas, odontologistas, entre outros. Em muitos casos a formação de uma equipe multiprofissional é de grande utilidade e pode minimizar o impacto da doença e do tratamento medicamentoso.</p>
<p><strong>2. Quando este tratamento está indicado?</strong></p>
<p>As diferentes modalidades terapêuticas têm indicações precisas; o seu médico saberá indicar o melhor momento para que cada profissional seja envolvido. As doenças reumáticas podem comprometer várias estruturas, como as articulações, os ossos e os músculos, de maneira precoce. Daí a importância da reabilitação logo nas fases iniciais (primeiros meses). A artrite idiopática juvenil (AIJ) pode causar deformidades, encurtamento de tendões e atrofia muscular, que podem ser irreversíveis se não tratadas logo. O trabalho do fisioterapeuta deve ser paralelo ao tratamento médico, para que os pacientes voltem a exercer suas atividades diárias o mais rápido possível. Outro profissional capaz de reabilitar as crianças com AIJ para que levem uma vida normal é o terapeuta ocupacional.</p>
<p><strong>3. Qual o papel do psicólogo?</strong></p>
<p>As doenças reumáticas mexem com as emoções dos pacientes e dos seus familiares. Nem sempre a aceitação de uma doença crônica é fácil; manifestações como estresse e ansiedade são comuns. Além disto, a dinâmica familiar pode estar comprometida. O psicólogo pode ajudar no para um melhor funcionamento das emoções e dos sentimentos. Não é preciso que haja um distúrbio emocional grave para que o psicólogo atue. Muito pelo contrário: o acompanhamento psicológico preventivo sempre tem bons resultados.</p>
<p><strong>4. E o nutricionista, onde atua?</strong></p>
<p>Distúrbios nutricionais, como a obesidade, e metabólicos, como por exemplo a elevação do colesterol e dos triglicérides, vêm sendo cada mais observados na população de um modo geral.O uso de alguns medicamentos, como os corticosteróides, em doenças como o lúpus eritematoso sistêmico e a dermatomiosite ( entre outras)pode agravar este problema. Os corticosteróides também alteram o metabolismo do cálcio, e podemos observar osteoporose e m muitos pacientes. Uma consulta preventiva com um nutricionista pode ajudar de maneira decisiva na prevenção destes problemas.</p>
<p><strong>5. Qual a importância do assistente social?</strong></p>
<p>O trabalho do assistente social visa garantir os direitos e assistência para a população desamparada, fazendo isso por meio de políticas sociais, de forma organizada e planejada, lutando contra os problemas das injustiças que podem afetar os desamparados socialmente. O estado disponibiliza uma série de benefícios, que muitas vezes são pouco utilizados. Outro papel do assistente social é auxiliar as famílias com dificuldades no acesso aos diferentes serviços médicos e não médicos, bem como auxiliar os pacientes no acesso ao mercado de trabalho.</p>
<p><strong>6. Os pacientes podem se beneficiar dos chamados tratamentos alternativos?</strong></p>
<p>Muitos destes “tratamentos” não estão regulamentados e podem ser nocivos aos pacientes. O tratamento clássico é sempre mais indicado. No entanto, algumas modalidades médicas, como a acupuntura, e não médicas, como a massagem e o relaxamento, por exemplo, podem beneficiar muitos pacientes, quando utilizadas sob orientação médica. Exemplos de tratamentos sem qualquer comprovação científica para o tratamento das doenças reumáticas são o uso de plantas, a cromoterapia, a aromaterapia, a medicina ortomolecular e o uso dos florais.<br />
COMISSÃO DE REUMATOLOGIA PEDIÁTRICA<br />
Última atualização (06/04/2011)</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Tratamento da Fibromialgia</title>
		<link>https://www.reumatologia.org.br/orientacoes-ao-paciente/tratamento-da-fibromialgia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sociedade Brasileira de Reumatologia]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 31 Jan 2016 03:06:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Orientações ao paciente]]></category>
		<category><![CDATA[fibromialgia]]></category>
		<category><![CDATA[Orientações ao Paciente]]></category>
		<category><![CDATA[Tratamento]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Autoria: Comissão de Dor, Fibromialgia e Outras Síndromes Dolorosas de Partes Moles 20/04/2011 Para que o tratamento da fibromialgia seja bem sucedido é imprescindível que o paciente compreenda melhor sua doença. Em muitas ocasiões é necessário que se esclareçam as duvidas não só do paciente mas também de seus familiares, para que o compreendam melhor&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Autoria: Comissão de Dor, Fibromialgia e Outras Síndromes Dolorosas de Partes Moles<br />
20/04/2011</p>
<p>Para que o tratamento da fibromialgia seja bem sucedido é imprescindível que o paciente compreenda melhor sua doença. Em muitas ocasiões é necessário que se esclareçam as duvidas não só do paciente mas também de seus familiares, para que o compreendam melhor e possam dar – lhe o apoio necessário, pois frequentemente a veracidade dos sintomas é questionada pelos familiares e pessoas próximas ao paciente. Desta forma o reumatologista pode tranqüilizá-lo ao assegurar-lhe que seus sintomas são reais e não fruto de sua imaginação, e também não são consequências de uma doença mais grave.</p>
<p>O tratamento da fibromialgia é realizado através do emprego de medicamentos e de outras medidas não medicamentosas.</p>
<p>Todo individuo acometido pela fibromialgia obrigatoriamente deve praticar alguma modalidade de atividade física. Em geral o paciente tem a liberdade de escolher aquela na qual se ajusta melhor. A preferência deve ser dada a atividades aeróbicas, como andar, nadar, mas a hidroginástica, alongamento ou fortalecimento muscular deve ser apoiado pois algum beneficio com estas modalidades de atividade física também é observado.</p>
<p>O paciente deve respeitar seus limites físicos, pois ao excedê-los corre o risco de apresentar efeito contrario ao desejado, podendo agravar as dores e o cansaço.</p>
<p>O tratamento da dor e outros sintomas da fibromialgia geralmente não melhoram com o uso de analgésicos simples ou antinflamatorios, frequentemente prescritos por médicos que não estão familiarizados com a doença.</p>
<p>Os medicamentos utilizados são os antidepressivos, relaxantes musculares e os neuromoduladores. Muitos pacientes questionam o motivo do uso destes medicamentos, sobretudo os antidepressivos. Se não forem adequadamente esclarecidos, podem surgir duvidas sobre a origem de seus sintomas. Portanto aos serem empregados o reumatologista deve esclarecer que estes medicamentos atuarão sobre os mecanismos envolvidos na geração e inibição da dor e dos outros sintomas da doença, independente de influenciarem o estado de animo do paciente.</p>
<p>Quando os sintomas associados ao sono inadequado encontram-se exacerbados, o uso isolado de medicamentos que induzam ou perpetuem o sono pode não ser suficiente, sendo obrigatório que o paciente tome medidas que melhorem a higiene do sono, tais como adequação do local em que dorme com menos ruídos e claridade, evite ingerir alimentos ou bebidas que piorem o sono antes de deitar entre outras medidas.</p>
<p>Quando há presença de sintomas depressivos ou de ansiedade importantes pode-se tornar necessário o acompanhamento psicológico ou ate psiquiátrico, dependendo da gravidade dos sintomas. Existem técnicas psicológicas, como a terapia cognitiva comportamental, que comprovadamente podem beneficiar estes pacientes.</p>
<p>Alguns pacientes (não todos) podem apresentar melhora clinica quando acrescentamos a acupuntura.</p>
<p>Nos pacientes apresentam sintomas em outros órgãos como o intestino (colón irritável), bexiga (cistite intersticial), cabeça (enxaqueca), as vezes necessitamos avaliações e acompanhamento de médicos de outras especialidades.</p>
<p>É importante que esteja claro ao doente que o tratamento depende mais dele e de sua atitude frente a fibromialgia e que estas medidas medicamentosas ou não devem ser realizadas em conjunto, pois nenhuma delas é eficaz isoladamente.<br />
Última atualização (20/04/2011)</p>
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		<item>
		<title>Artrite reumatoide pode causar doenças paralelas</title>
		<link>https://www.reumatologia.org.br/orientacoes-ao-paciente/artrite-reumatoide-pode-causar-doencas-paralelas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sociedade Brasileira de Reumatologia]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 19 Jul 2012 15:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Orientações ao paciente]]></category>
		<category><![CDATA[AR]]></category>
		<category><![CDATA[artrite reumatoide]]></category>
		<category><![CDATA[doenças]]></category>
		<category><![CDATA[Tratamento]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Pacientes que sofrem de artrite reumatoide (AR), que limita ou até cessa a funcionalidade de partes do corpo, correm risco de serem atingidos por outras doenças, como infarto do miocárdio ou acidente vascular cerebral. Esse foi o foco de uma reportagem publicada pelo Correio Brasiliense, que chama a atenção para o benefício de diagnóstico o&#8230;</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Pacientes que sofrem de artrite reumatoide (AR), que limita ou até cessa a funcionalidade de partes do corpo, correm risco de serem atingidos por outras doenças, como infarto do miocárdio ou acidente vascular cerebral. Esse foi o foco de uma reportagem publicada pelo <strong>Correio Brasiliense</strong>, que chama a atenção para o benefício de diagnóstico o mais precoce possível da AR para aumentar as chances de controlar seu avanço.</p>
<p>A coordenadora da Comissão de Artrite Reumatoide da SBR, a reumatologista Licia Maria Henrique da Mota, dá esclarecimentos sobre o tema, iniciando com detalhes sobre o que é a AR: “Trata-se de uma doença inflamatória e é  importante que todos os pacientes saibam que, além de terem artrite, existe a possibilidade do aparecimento de outras doenças concomitantes, o que se chama de comorbidades ou patologias associadas”, salienta Licia.</p>
<p>Ela explica que, em primeiro lugar, se deve considerar que, como a artrite reumatoide é uma doença autoimune, outras doenças desencadeadas pelo mesmo mecanismo autoimune são mais frequentes nestes pacientes quando comparados com quem não tem a doença. “Assim, não é muito raro o indivíduo poder ter artrite reumatoide e tireoidite de Hashimoto ou doença celíaca associada”, diz Licia, adicionando que outros exemplos de doenças autoimunes são diabetes melitos tipo 1, vitiligo, esclerose múltipla e hepatite autoimune.</p>
<p>Quanto a problemas cardiovasculares, Licia diz que a inflamação poderia, por diversos mecanismos, gerar aumento desse risco . Licia explica que, mais frequente que as doenças autoimunes em pacientes com artrite reumatoide, são as que estão relacionadas à deposição de placas de aterosclerose (gordura) nos vasos sanguíneos. “Assim, devemos lembrar que doença coronariana, aterosclerose nas artérias carótidas, doença vascular periférica e acidente vascular cerebral (AVC), em especial o tipo isquêmico, podem ocorrer”. Outras condições mais frequentes em quem tem artrite reumatóide, segundo Licia, são insuficiência cardíaca congestiva, diabetes melitos tipo 2, osteoporose e distúrbio dos lipídios (colesterol, HDL e triglicerídeos).</p>
<p>A reumatologista salienta que a presença de comorbidades nos pacientes com artrite reumatoide é importante diante desse risco maior de infarto do miocárdio e mesmo mortalidade de causa cardiovascular, caso estas doenças concomitantes  não sejam reconhecidas e tratadas de forma adequada.</p>
<p>Subgrupos</p>
<p>Licia explica que, ainda que todos os pacientes com artrite reumatoide devam ser avaliados quanto à presença de patologias associadas, é preciso lembrar que o subgrupo dos pacientes mais graves , com doença ativa por muito tempo, principalmente aqueles que têm exames positivos para o  fator reumatoide em valores muito altos e/ou anticorpo anti-CCP positivos, tem mais risco de virem a desenvolver algumas doenças concomitantes e problemas cardiovasculares.</p>
<p>Em relação aos lipídios, as famosas gorduras circulantes prejudiciais à saúde, a reumatologista explica que pacientes com artrite reumatoide têm maior probabilidade de terem o HDL que é protetor em níveis reduzidos, o que traz maior risco a eles.  “Portanto, esses indivíduos devem ser orientados a fazer atividade física e terem uma dieta adequada, com pouca quantidade de gorduras saturadas, açúcar e massas”, ressalta Licia.</p>
<p>Outro aspecto importante, segundo ela, é que com frequência pacientes artrite reumatoide apresentam hipertensão arterial sistêmica e esta condição deve ser prontamente diagnosticada e tratada, considerando que a hipertensão também contribui para maior risco de evento cardiovascular. “A utilização de doses elevadas de glicocorticoides e algumas drogas utilizadas no tratamento da artrite reumatoide podem contribuir para o aparecimento da hipertensão arterial, como o uso de  leflunomida ou ciclosporina”, explica Licia.</p>
<p>Ela explica que a utilização de antiinflamatórios não-hormonais em pacientes com artrite reumatoide pode reduzir o  efeito anti-hipertensivo de medicações como diuréticos, betabloqueadores, inibidores da enzima conversora da angiotensina e bloqueadores do receptor de angiotensina. “Assim eventualmente ajustes no tratamento antirreumático ou na escolha ou dose dos anti-hipertensivos pode ser necessário.”</p>
<p><strong>Tratamento da AR</strong></p>
<p>Nos últimos anos, diz Licia, novos conhecimentos sobre a patogênese da artrite reumatoide e o reconhecimento de novos alvos terapêuticos permitiram a inserção de novas drogas biológicas modificadoras do curso da doença (DMCD). “Outro dado importante acerca do tratamento, foi que novas estratégias de manejo da AR foram sugeridas, com a utilização de DMCD em fase mais inicial, avaliações mais frequentes dos pacientes, mudanças ou ajustes da terapêutica baseados em escores objetivos de avaliação da atividade da AR e busca de remissão clínica ou, quando não possível, baixa atividade de doença”, explica Licia, salientando que essas mudanças de conduta ocasionaram melhor prognóstico para os pacientes com diagnóstico de AR.</p>
<p>Entretanto, salienta Licia, apesar das marcantes conquistas do tratamento da AR, a mortalidade entre pacientes com esta doença continua superior à da população geral, e não houve mudanças significativas nos últimos anos.</p>
<p><strong>Doenças cardiovasculares</strong></p>
<p>O reconhecimento da importância das doenças cardiovasculares como causa de mortalidade entre os pacientes com AR vem acontecendo nos últimos anos, segundo Licia, e, entre as recomendações de tratamento desses pacientes, estão inseridos diagnóstico, prevenção e tratamento precoce das doenças como hipertensão, diabetes e aterosclerose, que aumentam o risco cardiovascular.</p>
<p>Licia salienta que o acompanhamento e tratamento dessas condições pode ser feito pelo médico responsável pelo paciente, inclusive por seu reumatologista, mas, em algumas situações, o co-acompanhamento com o especialista em cardiologia faz-se necessário. O texto da reportagem do Correio Brasiliziense fala ainda em um  “arsenal de cuidados”  para combater o avanço da artrite reumatoide.</p>
<p>E Licia explica que esse “arsenal” inclui diagnóstico precoce; tratamento de forma intensiva, com DMCD sintéticas e, quando necessário, biológicas; monitorização da atividade da doença; acompanhamento frequente e tratamento de toda e qualquer comorbidade que possa influenciar na evolução da AR. “Com vistas à prevenção de danos, além do tratamento habitual, é muito importante a orientação de manter um estilo de vida saudável, com alimentação balanceada, cessação de tabagismo e atividade física regular, indicada pelo médico.”</p>
<p>Quanto ao benefício de um diagnóstico precoce, Licia explica que a AR é considerada inicial nos seus 12 primeiros meses de evolução, que constituem a chamada “janela de oportunidade terapêutica”. “Diagnosticar e tratar precocemente a doença nessa fase, em especial nas 12 primeiras semanas após o início dos sintomas, pode mudar completamente a evolução da doença”, salienta Licia, citando que na Universidade de Brasília, há um ambulatório específico de acompanhamento de pacientes com AR em sua fase inicial (menos de um ano de doenças), a Coorte Brasília de AR inicial.</p>
<p>O estudo do comportamento desses pacientes gera uma série de informações inéditas sobre a doença no Brasil.</p>
<p>Em relação aos sintomas da AR, Licia explica que os principais que devem ser observados são dor e edema (inchaço) das articulações, em especial das pequenas (mãos, punhos e pés). “Muitas vezes, a dor é acompanhada por uma rigidez, sensação de ‘endurecimento’ das articulações, que é pior pela manhã ou após um período de repouso durante o dia.</p>
<p>Essa rigidez pode demorar mais de uma hora, o que é um sinal de alerta”, explica Licia, adicionando que dor e inchaço nas articulações são sintomas de risco para a artrite, e o paciente deve imediatamente procurar o médico. “Quanto mais precoce o diagnóstico e o início do tratamento, maiores são as chances de controle da doença”, ressalta.</p>
<p>Jornalista responsável: Maria Teresa Marques</p>
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		<title>Veja por que muitas mulheres largam o tratamento contra a osteoporose</title>
		<link>https://www.reumatologia.org.br/orientacoes-ao-paciente/veja-por-que-muitas-mulheres-largam-tratamento-contra-osteoporose/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sociedade Brasileira de Reumatologia]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 01 Dec 2011 14:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Orientações ao paciente]]></category>
		<category><![CDATA[mulher]]></category>
		<category><![CDATA[Mulheres]]></category>
		<category><![CDATA[Osteoporose]]></category>
		<category><![CDATA[Tratamento]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Uma reportagem publicada recentemente pelo Portal HD informou que existe baixa adesão das mulheres ao tratamento contra a osteoporose, doença que fragiliza os ossos. Metade desiste ainda no primeiro ano, diz o texto, que aponta como principais motivos desse fato a pouca disponibilidade de exames de densitometria óssea na rede pública e o custo do&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Uma reportagem publicada recentemente pelo <strong>Portal HD</strong> informou que existe baixa adesão das mulheres ao tratamento contra a osteoporose, doença que fragiliza os ossos. Metade desiste ainda no primeiro ano, diz o texto, que aponta como principais motivos desse fato a pouca disponibilidade de exames de densitometria óssea na rede pública e o custo do tratamento, que fica em torno de R$ 1,3 mil por paciente ao ano.</p>
<p>A reumatologista e membro da Comissão de Osteoporose da Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR), Vera Lucia Szejnfeld, conta que o dado sobre a desistência de 50% das pacientes é conhecido da área médica e frequentemente relatado em congressos da área. Entretanto, ela esclarece que isso se refere às mulheres que usam bisfosfonatos orais diários. &#8220;Quando se utilizam bisfosfonatos mensais ou semanais, cai para 30% a desistência no primeiro ano&#8221;, afirma.</p>
<p>Com relação à densitometria óssea, prossegue Vera, não é só a pouca disponibilidade dos exames a razão da baixa adesão, mas a falta de continuidade: &#8220;Há estudos que mostraram que as pacientes que têm condições de repetir a densitometria e de ver os números melhorarem aderem melhor ao tratamento, porque o que ocorre na osteoporose é semelhante ao que ocorre com o colesterol ou a glicemia&#8221;, compara. Entretanto, há outras razões para a desistência, fora a insuficiência de exames ósseos, como o já mencionado alto custo do tratamento, os efeitos colaterais e a dosagem do medicamento.</p>
<p>Vera diz que devem ainda ser consideradas a educação e a informação que tem a paciente, assim como suas comorbidades &#8211; ou seja, a presença de uma ou mais doenças, além da osteoporose, que podem alterar o efeito de interesse no estudo &#8211; e outras medicações que ela venha a usar. &#8220;Se a pessoa tem muitas comorbidades e utiliza várias outros medicamentos, é claro que a adesão ao tratamento da osteoporose vai ser baixa, pois muitas vezes ela larga a medicação porque o custo é limitante&#8221;, entende Vera. Como se não bastasse, lembra a reumatologista, a osteoporose é uma doença silenciosa, que não dói nem acarreta deformidades, o que também leva as pacientes a aderir menos à terapêutica.</p>
<p><strong>Cortisona </strong></p>
<p>A reportagem do <strong>Portal HD</strong> ainda menciona a cortisona como um medicamento que predispõe à fragilidade óssea. Vera explica que o uso de corticosteroides isoladamente ou para o tratamento de enfermidades reumatológicas, como lúpus e artrite reumatoide, acarreta mesmo o aparecimento da osteoporose. &#8220;O corticosteroide tem várias ações sobre o metabolismo ósseo, destacando-se a redução da formação óssea&#8221;, assinala a médica.</p>
<p>Qualquer que seja sua causa, no entanto, a osteoporose não tem cura, como, aliás, acontece com várias outras doenças, sublinha Vera. &#8220;Mas tem tratamento clínico que controla as possíveis alterações que podem aparecer&#8221;, destaca a reumatologista, acrescentando que a prevenção é a melhor terapia, centrada em dieta rica em cálcio, sol e exercícios. &#8220;Além disso, a introdução precoce de medicamentos que reduzam a reabsorção óssea ou que aumentem a formação óssea é também muito importante&#8221;, arremata.</p>
<p><strong>Jornalista responsável: Maria Teresa Marques</strong></p>
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