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	<title>Arquivos coluna - Sociedade Brasileira de Reumatologia</title>
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	<description>A SBR promove a excelência da reumatologia com o incentivo do ensino, pesquisa e assistência, em favor da saúde e do bem-estar do paciente reumático</description>
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	<title>Arquivos coluna - Sociedade Brasileira de Reumatologia</title>
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	<item>
		<title>Rizotomia trata dores de coluna</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Sociedade Brasileira de Reumatologia]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 13 Nov 2012 14:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Orientações ao paciente]]></category>
		<category><![CDATA[coluna]]></category>
		<category><![CDATA[rizotomia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Rizotomia para tratar de dores na coluna. Esse é o tema de uma notícia publicada pela Folha WEB, referindo-se a um tipo de procedimento em que alguns dos nervos responsáveis pela dor são “queimados” por meio de agulhas ligadas a um equipamento que emite calor e pulsos elétricos. Segundo o texto, a rizotomia é indicada&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Rizotomia para tratar de dores na coluna. Esse é o tema de uma notícia publicada pela Folha WEB, referindo-se a um tipo de procedimento em que alguns dos nervos responsáveis pela dor são “queimados” por meio de agulhas ligadas a um equipamento que emite calor e pulsos elétricos. Segundo o texto, a rizotomia é indicada para quando há desgaste da articulação.</p>
<p>Nesse caso, o motivo da ocorrência, segundo a reumatologista Luiza Helena Ribeiro, membro da Comissão de Coluna Vertebral da SBR, a articulação zigoapofisaria, também conhecida como facetaria, pode evoluir para um quadro de desgaste ou degeneração por alterações na cartilagem articular que ocorrem, principalmente, por sobrecarga sobre a articulação. Como resultado, diz Luiza, tem-se a artrose. Referindo-se especificamente à rizotomia, Luiza explica que o procedimento, também denominado denervação facetária ou zigoapofisária, consiste na lesão térmica provocada no nervo responsável pela inervação de tal articulação.</p>
<p>“É um ramo do nervo espinhal que se subdivide, formando o ramo dorsal. Essa lesão térmica do nervo é realizada através da  emissão de ondas de calor em pulsos, num mecanismo conhecido como radiofrequência”, diz Luiza, informando ainda que, menos frequentemente, se pode utilizar agentes químicos para induzir a lesão química desses ramos nervosos. Sobre a credibilidade do procedimento, a reumatologista disse que é grande, já que há vários estudos que já avaliaram sua efetividade “e, a partir deles, revisões sistemáticas que apontam para um bom nível de evidência que a denervação facetária por radiofrequência é efetiva no tratamento da lombalgia, cujo lugar de origem é a articulação facetária ou zigoapofisária.</p>
<p>Quanto aos benefícios advindos da rizotomia, Luiza explica que, conforme as evidencias científicas, seriam a melhora da dor e da função da coluna (capacidade de realizar as atividades do dia a dia). Os trabalhos demonstram efetividade a curto e médio prazo, diz Luiza. Diz ainda a reportagem da Folha WEB que o procedimento de rizotomia percutânea existe, mas não pode ser realizado. Esclarecendo essa questão, Luiza explica que o termo “percutâneo” é utilizado para denominar qualquer procedimento não invasivo, utilizando-se uma agulha que ultrapasse a pele e chegue ao local predeterminado, sem a necessidade de cortes ou cirurgias abertas. “Ou seja, a rizotomia ou denervação facetária é um procedimento percutâneo, por isso chamado minimamente invasivo”, diz Luiza.</p>
<p>Jornalista Responsável: Maria Teresa Marques</p>
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		<title>Fisiatria para combater dores de coluna</title>
		<link>https://www.reumatologia.org.br/orientacoes-ao-paciente/fisiatria-para-combater-dores-de-coluna/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sociedade Brasileira de Reumatologia]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Oct 2012 15:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Orientações ao paciente]]></category>
		<category><![CDATA[coluna]]></category>
		<category><![CDATA[fisiatria]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O jornal Gazeta do Povo, do Paraná, traz reportagem enfocando uma técnica de combate a dores de coluna chamada fisiatria. Segundo o texto, ela é praticada nos EUA desde 2001 e agora chega ao Brasil por meio de profissionais ligados a um centro especializado em coluna do Hospital do Coração (HCor), o Spine Center. Inaugurado&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O jornal <strong>Gazeta do Povo</strong>, do Paraná, traz reportagem enfocando uma técnica de combate a dores de coluna chamada fisiatria.</p>
<p><span id="more-1031"></span>Segundo o texto, ela é praticada nos EUA desde 2001 e agora chega ao Brasil por meio de profissionais ligados a um centro especializado em coluna do Hospital do Coração (HCor), o Spine Center. Inaugurado em outubro de 2011, o centro já tratou 150 pacientes com o procedimento, considerado minimamente invasivo.</p>
<p>Trata-se de uma modalidade que trabalha para um diagnóstico certeiro do ponto de origem da dor, oferecendo um tratamento localizado. Os procedimentos envolvem levar uma agulha até o ponto que supostamente origina a dor e aplica um anestésico. A precisão da técnica se deve a um exame de fluoroscopia, que é como um raio-X em vídeo.</p>
<p>O paciente fica acordado e, logo após a aplicação, levanta e faz os movimentos que costumam ser incômodos. Caso haja uma melhora imediata, o ponto de dor é confirmado. Depois, com uma técnica semelhante, o paciente recebe um tratamento localizado com anti-inflamatórios.</p>
<p>O coordenador da Comissão de Coluna Vertebral da SBR, Marcos Renato de Assis, reumatologista e também fisiatra, diz que conhece pessoalmente os donos do Spine Center e que eles fizeram um estágio oficial em Boston (fellow) por mais de um ano, num serviço de referência, adquirindo grande prática em vários procedimentos em coluna.</p>
<p>Esses procedimentos, diz Assis, também são feitos por alguns médicos de outras especialidades como reumatologistas, ortopedistas e mesmo radiologistas. “Ou seja, isso não é apenas uma técnica, mas um conjunto de intervenções feitas pelo fisiatra capacitado que se aprofundou nos estudos de coluna”, salienta, explicando que as evidências científicas ainda são limitadas e variáveis entre um procedimento e outro, “mas podem oferecer bons resultados quando apoiadas em diagnóstico adequado”.</p>
<p>Tais procedimentos, informa Assis, também são realizados, por exemplo, pelo grupo de reumatologia da Unifesp, que tem desenvolvido pesquisas na área.</p>
<p>Jornalista responsável: Maria Teresa Marques</p>
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		<item>
		<title>Trabalhador que levanta peso pode ter problemas de coluna</title>
		<link>https://www.reumatologia.org.br/orientacoes-ao-paciente/trabalhador-que-levanta-peso-pode-ter-problemas-de-coluna/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sociedade Brasileira de Reumatologia]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 29 Aug 2012 15:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Orientações ao paciente]]></category>
		<category><![CDATA[carga]]></category>
		<category><![CDATA[coluna]]></category>
		<category><![CDATA[peso]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Levantar peso na maior parte do dia de trabalho é o tema de reportagem publicada pelo jornal O Dia, do Rio, cujo texto enfoca os problemas advindos, particularmente na coluna. Diz o jornal que problemas desse tipo representam uma das principais causas de licença médica. O texto afirma ainda que a Consolidação das Leis do&#8230;</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Levantar peso na maior parte do dia de trabalho é o tema de reportagem publicada pelo jornal <strong>O Dia</strong>, do Rio, cujo texto enfoca os problemas advindos, particularmente na coluna. Diz o jornal que problemas desse tipo representam uma das principais causas de licença médica.</p>
<p>O texto afirma ainda que a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) estabelece que o trabalhador pode carregar até 60 kg, mas no âmbito internacional a NIOSH (National Institute for Ocupational Safety and Health), órgão internacional que fixa normas para a questão, determina o limite de 25 kg no exercício das tarefas laborais. E esse é o critério seguido nos países europeus.</p>
<p>Diz a reportagem que há um Projeto de Lei (PL 5.746/05) já aprovado no Senado e encaminhado para a Câmara dos Deputados que reduz de 60 kg para 30 kg a carga máxima que um trabalhador pode carregar individualmente, alterando o Artigo 198 da CLT que trata desse limite.</p>
<p>Comentando esse item da legislação, particularmente, o coordenador da Comissão de Reumatologia Ocupacional, o reumatologista  Milton Helfenstein Júnior, desconhece o motivo da diferença de peso máximo estabelecido no Brasil para o trabalhador carregar, de 60 kg, com a carga internacionalmente estipulada, que é de 25 kg.</p>
<p>Ele explica que no artigo 198 da CLT há um parágrafo único definindo que: “Não está compreendida na proibição deste artigo a remoção de material feita por impulsão ou tração de vagonetes sobre trilhos, carros de mão ou quaisquer outros aparelhos mecânicos, podendo o Ministério do Trabalho, em tais casos, fixar limites diversos, que evitem que sejam exigidos do empregado serviços superiores às suas forças”.</p>
<p>Segundo Helfenstein Júnior, até hoje não existe uma norma mundial que regulamente o transporte e o manuseio de cargas. “Existem convênios que fixam o peso limite, que varia de 20 kg até 100 kg ou mais. A Organização Internacional do Trabalho (OIT) recomenda que, nas atividades em que o peso excede a 55 Kg, devem ser tomadas medidas o mais rapidamente para reduzi-lo.”</p>
<p>Em relação ao levantamento de carga, o reumatologista explica que no Brasil a legislação não é muito específica neste ponto. Segundo ele, a lei estipula em 60 kg o peso máximo que um trabalhador deve manusear, numa atividade laboral (Brasil, 1994). “Mas, apesar disto, este valor não pode ser referenciado para uma atividade que seja realizada durante toda uma jornada de trabalho”, salienta, apontando que, desta forma, alguns trabalhadores, acostumados a levantar cargas que variam de 10 kg a 15 kg podem apresentar hérnia de disco ou outras lesões na coluna ou membros, “o que nos leva a questionar não só a legislação, como também os métodos utilizados para obter estas referências limites”.</p>
<p>O critério mais utilizado atualmente, segundo o reumatologista,  foi estabelecido pelo NIOSH em 1981 e revisto em 1992 (Watters, 1993), segundo o qual o limite de peso que o trabalhador é capaz de levantar com segurança é de até 23 kg (e 25 kg segundo a Comunidade Europeia).</p>
<p><strong>Critérios</strong></p>
<p>Helfenstein concorda com o projeto de lei que objetiva reduzir a carga máxima para o trabalhador brasileiro carregar. Mas salienta que isso só se considerarmos uma rotina. Apenas a questão do peso não é suficiente para considerar.</p>
<p>O reumatologista salienta ainda que devem ser levados em consideração os fatores epidemiológicos, psicológicos, biomecânicos e fisiológicos. Quanto aos cuidados para diminuir os riscos particularmente à coluna, ele cita: “respeitar a técnica de elevar e carregar pesos, evitando a flexão da coluna lombar e respeitando sua condição física, além dos aspectos abordados acima”.</p>
<p>Jornalista responsável: Maria Teresa Marques</p>
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		<item>
		<title>Eficácia de epiduroscopia e cama de alongamento para tratar dores na coluna não é comprovada por estudos</title>
		<link>https://www.reumatologia.org.br/orientacoes-ao-paciente/eficacia-de-epiduroscopia-e-cama-de-alongamento-para-tratar-dores-na-coluna-nao-e-comprovada-por-estudos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sociedade Brasileira de Reumatologia]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 09 Dec 2011 14:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Orientações ao paciente]]></category>
		<category><![CDATA[cama de alongamento]]></category>
		<category><![CDATA[coluna]]></category>
		<category><![CDATA[epiduroscopia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>As dores na coluna, que constituem uma queixa bastante frequente na população mundial, foram tema de reportagem recente do Correio Brasiliense, que citou dois métodos de tratamento indicados nessas situações: a epiduroscopia e a cama de alongamento mecânica. Voltada ao combate da dor lombar crônica, a epiduroscopia foi criada pelo neurocirurgião Marcos Masini e é&#8230;</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>As dores na coluna, que constituem uma queixa bastante frequente na população mundial, foram tema de reportagem recente do <strong>Correio Brasiliense</strong>, que citou dois métodos de tratamento indicados nessas situações: a epiduroscopia e a cama de alongamento mecânica.</p>
<p>Voltada ao combate da dor lombar crônica, a epiduroscopia foi criada pelo neurocirurgião Marcos Masini e é por ele descrita como um procedimento capaz de, em uma única oportunidade, investigar, diagnosticar e tratar a queixa.</p>
<p>Comentando o método, o reumatologista e coordenador da Comissão de Coluna Vertebral da Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR), Marcos Renato de Assis, explica que se trata de um procedimento desenvolvido na década de 90 para visualização direta da parte inferior do canal vertebral por meio de um aparelho de escopia. “Esse aparelho tem um cateter flexível que é introduzido pela pele num orifício do osso sacro, que fica na base da coluna, e progride no interior do canal vertebral, possibilitando a transmissão de imagens da região lombar por uma câmera na ponta do cateter”, esclarece.</p>
<p>Assis entende que a epiduroscopia é mais um meio diagnóstico, assim como a tomografia computadorizada ou a ressonância magnética. “O procedimento permite visualizar hérnias de disco que estejam comprimindo raízes nervosas ou aderências que possam ser consequência, por exemplo, de um tratamento cirúrgico”, diz.</p>
<p>Embora seja aparentemente menos invasiva que uma cirurgia para a mesma finalidade, poupando lesão de estruturas como o osso, a técnica também apresenta seus riscos, pondera o médico, como é o caso de lesões neurológicas. Quanto à comprovação de eficácia, o coordenador da Comissão de Coluna Vertebral da SBR diz que não há trabalhos científicos que mostrem resultados superiores ou mesmo equivalentes aos de uma cirurgia aberta convencional em longo prazo. “Em curto prazo, pode até causar uma leve piora da dor antes de promover o alívio esperado”, ressalta ele, acrescentando que o tratamento de escolha para a hérnia discal é clínico, “exceto em uma parcela muito pequena dos casos com complicações graves ou evolução progressiva, mesmo com tratamento adequado, os quais demandam intervenção cirúrgica.”</p>
<p><strong>Cama de alongamento</strong></p>
<p>A reportagem do <strong>Correio Brasiliense</strong> também cita como opção terapêutica contra dores na coluna uma cama de alongamento mecânica, desenvolvida por um osteopata que a indica para quem precisa aumentar o espaço entre os discos da coluna vertebral. Nesse caso, Assis esclarece que a redução do espaço discal ocorre lentamente ao longo da vida adulta, principalmente nos mais idosos, devido à desidratação do disco e a seu processo degenerativo. “É uma ocorrência gradual, que leva anos, e não parece ser possível manter um espaço aumentado aplicando, por curtos períodos, aparelhos de alongamento ou tração”, assinala.</p>
<p>Segundo ele, os estudos não mostraram que tenha havido melhora do quadro clínico com esse tipo de terapia. O reumatologista adiciona que o conceito envolvido na cama, de compressão do disco por cargas aplicadas no sentido do eixo da coluna, é bastante antigo, “assim como a proposta de redução dessa pressão por meio da aplicação de forças de tração sobre a coluna.”</p>
<p>Entretanto, ressalta, a hérnia discal não se resume ao excesso de força de compressão sobre o disco, mas envolve o tamanho do canal vertebral e dos espaços intervertebrais, as condições estruturais do disco, a qualidade das fibras de colágeno, a inflamação causada pela ruptura de fibras e a lesão de tecido nervoso. HIDROGINÁSTICA O texto do jornal de Brasília passa ainda pela menção à hidroginástica como um método indicado para tratar dores na coluna, citando especificamente um tipo de exercício denominado deep water running (DWR). Assis explica que se trata de uma corrida dentro da piscina, em que o paciente usa um cinto flutuador que mantém o nível da água à altura dos ombros. O DWR foi desenvolvido em 1970 por Doug Stern para treinar atletas com lesão no membro inferior, para os quais os exercícios convencionais em solo não eram possíveis devido à dor no momento do impacto.</p>
<p>“Como a pessoa não toca o fundo da piscina, não há impacto e o treinamento permite manter o condicionamento físico”, sublinha o médico, acrescentando que seu uso terapêutico foi testado em pacientes com fibromialgia. Trata-se, enfim, de um tipo de exercício muito seguro, no entender de Assis, e que agrega condicionamento aeróbico e fortalecimento muscular, além de poder ser realizado por pessoas que não sabem nadar.</p>
<p><strong>Prevenção</strong></p>
<p>Antes que a dor se instale, porém, o reumatologista acha conveniente lembrar que existem meios de proteger a coluna contra posturas e movimentos inadequados, reduzindo o surgimento de vários problemas, bem como o tempo e a intensidade de sintomas em quem tem dor, além de prevenir novos episódios. “Hábitos saudáveis devem ser cultivados, como fazer exercício físico regular, manter uma alimentação equilibrada e evitar o cigarro”, enumera Assis.</p>
<p>Além disso, o coordenador da Comissão de Coluna Vertebral da SBR destaca que é preciso conhecer a maneira correta de levantar-se, sempre de lado, e tomar outros cuidados, como agachar os joelhos para apanhar objetos no chão, carregar cargas sempre próximas ao tronco e evitar posições estáticas, em pé ou sentado, por tempo prolongado.</p>
<p><strong>Jornalista responsável: Maria Teresa Marques</strong></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Conversar com o paciente é essencial para tratar dores na coluna</title>
		<link>https://www.reumatologia.org.br/orientacoes-ao-paciente/conversar-com-o-paciente-e-essencial-para-tratar-dores-na-coluna/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sociedade Brasileira de Reumatologia]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 22 Jun 2011 15:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Orientações ao paciente]]></category>
		<category><![CDATA[cervicalgia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Problemas na coluna vertebral são comuns para a maioria da população, provam os estudos. E há vários motivos causadores de dores, tanto na região lombar quanto na cervical, os quais têm a ver com diversos fatores que podem, e devem, ser levantados numa consulta médica de longa duração. Esse é o tema de um artigo&#8230;</p>
<p>O post <a href="https://www.reumatologia.org.br/orientacoes-ao-paciente/conversar-com-o-paciente-e-essencial-para-tratar-dores-na-coluna/">Conversar com o paciente é essencial para tratar dores na coluna</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.reumatologia.org.br">Sociedade Brasileira de Reumatologia</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Problemas na coluna vertebral são comuns para a maioria da população, provam os estudos. E há vários motivos causadores de dores, tanto na região lombar quanto na cervical, os quais têm a ver com diversos fatores que podem, e devem, ser levantados numa consulta médica de longa duração. Esse é o tema de um artigo recente publicado no jornal <strong>Folha de S.Paulo</strong>, de autoria do professor de Reumatologia da Universidade Federal de São Paulo, José Goldenberg, que também é médico do Hospital Israelita Albert Einstein.</p>
<p>O texto do especialista chama a atenção para a necessidade de valorizar menos os exames radiológicos e muito mais a conversa com o paciente. Até porque, salienta Goldenberg, existem mais de 50 causas possíveis para problemas de coluna. “É lastimável que o médico deixe de avaliar o doente de forma integrada, cuidando apenas da doença, e não do ser humano”, diz ele, salientando que o raciocínio médico não raro acaba sendo substituído pelas imagens geradas pela tecnologia, “por vezes com qualidade questionável”, nas quais o profissional se apoia para diagnóstico e tratamento.</p>
<p>Para o reumatologista e coordenador da Comissão de Coluna da Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR), Marcos Renato Assis, o artigo de Goldenberg é importante na medida em que as dores na coluna representam um dos problemas de maior prevalência entre todas as doenças. Segundo ele, já se apurou que mais de 80% da população mundial tem queixas desse tipo ao longo da vida. Um dos pontos relevantes citados no artigo do colega, segundo o especialista, é o impacto social decorrente das limitações e dos afastamentos por dores na coluna, além do reflexo individual dessa situação no dia a dia. “As pessoas cujas atividades envolvem basicamente seu físico dificilmente são remanejadas no emprego e muitas vezes acabam afastadas, o que provoca um sentimento de desvalorização pessoal e agrava o quadro de dor”, entende.</p>
<p><strong>Lombalgia e cervicalgia</strong></p>
<p>Assis explica que as dores na coluna vertebral concentram-se em duas áreas: a lombar, que provoca a lombalgia, e a cervical, que ocasiona a cervicalgia. Na maioria das vezes, trata-se de um problema agudo, que dura poucos dias ou semanas, e o paciente deve estar curado num período de até três meses. Mas, se o caso for de dor crônica, cuja duração ultrapassa de três a seis meses, o tratamento é mais complicado. Visa à cura, em algumas situações, mas, em outras, se volta ao controle ou ao alívio dos sintomas e das limitações. Entre os fatores que desencadeiam ou agravam tais dores, o reumatologista cita o tabagismo, a obesidade, o estresse, o sedentarismo, a má postura, a ansiedade e a depressão.</p>
<p>Diversos males também dão origem a essa manifestação, como doenças infecciosas, tumorais e autoimunes, fraturas vertebrais, lesões discais e compressões nervosas. Outras afecções podem manifestar-se por dor lombar, quando acometem órgãos do abdome e da pelve, e por cervicalgia, quando envolvem estruturas do pescoço. Especial atenção deve ser dada ao acometimento de crianças ou idosos e à dor de caráter inflamatório – que piora ao repouso e tende a melhorar com a progressão do movimento.</p>
<p>Além de tudo isso, elementos como febre, emagrecimento, diagnóstico de artrite ou câncer, problemas urinários e sintomas gastrointestinais merecem um olhar cuidadoso do médico, pois podem sugerir uma enfermidade específica causadora de dor na coluna.</p>
<p>A detecção desses sinais de alerta vermelho (red flags), explica Assis, indica a solicitação de exames complementares. Há ainda sinais de alerta amarelo, ou seja, atitudes e contextos que contribuem para que a dor se torne crônica, como distúrbios de ordem psicoafetiva, insatisfação com o trabalho e até algum ganho secundário com a própria dor: “Neste último caso, a pessoa é alvo de atenção e de cuidados que não receberia se não houvesse o problema”, esclarece o coordenador da Comissão de Coluna da SBR. “Essa situação proporciona alguma satisfação, de tal maneira que ela permanece com a dor num processo crescente de autopiedade, mesmo sem ter consciência disso”, continua.</p>
<p><strong>O papel da imagem</strong></p>
<p>Assis também comenta o que foi mencionado por Goldenberg, em seu artigo, quanto à alta valorização dos exames radiológicos: “De longe, a melhor maneira de tratar as dores na coluna é levantar o histórico do paciente numa longa conversa e num detalhado exame físico”, acredita o médico, ressaltando que a imagem obtida nem sempre corresponde aos sintomas relatados, o que pode resultar num tratamento que não será eficiente porque não vai atacar o problema real.</p>
<p>Segundo ele, existem estudos que mostram que é alta a presença de alterações em exames de coluna, principalmente nos de maior definição, como a ressonância magnética. “Na maioria das vezes, são alterações assintomáticas, só que, se o profissional for descuidado, irá valorizar a imagem sem a ponderação sobre o paciente e não vai resolver a dor”, observa o especialista. Se houver necessidade de métodos de imagem, entende, estes terão de ser correlacionados com o que se apurou no exame físico e nos questionamentos feitos à pessoa que está com a queixa.</p>
<p>De qualquer modo, o que causa maior impacto no tratamento é a mudança no estilo de vida do indivíduo, ou seja, abstinência de cigarro, controle de peso e prática de atividade física, entre outros aspectos. E mais: “O médico tem de estabelecer um vínculo com o paciente, o que implica conversar calmamente com ele, com tempo, para dar uma boa orientação e aumentar o nível de confiança, sobretudo para quem sofre cronicamente com a dor e pode precisar de reavaliações regulares”, sustenta Assis.</p>
<p>O fato é que, para o reumatologista, os problemas de coluna são um “convite” para uma mudança nos paradigmas do exercício da medicina, no sentido de preservar a relação com o paciente e resistir à valorização excessiva dos exames complementares.</p>
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